A abertura do processo sucessório no Grêmio torna incerto o futuro de Souza. Aprovado pela torcida e intocável no esquema tático de Vanderlei Luxemburgo, o volante precisará esperar até dezembro para saber se o clube negociará com o Porto, de Portugal, a prorrogação de seu empréstimo.
Tanto Paulo Odone quanto Fábio Koff encontram-se com as mãos atadas. O primeiro não pode prometer à direção do Porto que bancaria um novo empréstimo sem saber se seguirá no clube. Quanto a Koff não pode abrir negociações por não estar ainda investido do poder.
Souza fica sério ao abordar o tema. Adadptado ao clube, deixa clara sua intenção. Mas reconhece a dificuldade dos dirigentes de negociar com seu clube.
- Sempre digo que meu desejo é ficar. Mas não depende mim. Fui contratado por um ano. Enquanto eu estiver aqui, vou dar o meu máximo - limita-se a dizer.
A hipótese de retornar a Portugal, embora não seja a sua preferência, também não provocaria desconforto.
- Se precisar, volto. Mas o foco é o Grêmio. Faltam três meses para acabar meu contrato. Se ficar pensando nisso, vou perder a concentração nos jogos. Vou dar tudo o que sei e deixar que eles resolvam - afirma.
Seja qual for a direção que assumir em dezembro, a alternativa de compra é remota. Contratado no início do ano, Souza veio com seus direitos federativos fixados em 10 milhões de euros.
O que pode ajudar o Grêmio a obter uma redução neste valor é a boa relação com o clube português, iniciada em 2005, com a venda de Anderson, atualmente no Manchester United. Ou o fato de o próprio Souza não ter obtido um bom rendimento durante sua passagem pelo futebol português, após destacar-se pelo Vasco.














