Entrevista12/03/2013 | 14h29

Leandro Machado chega ao São Luiz com o desafio de manter o alto nível

Técnico elogiou trabalho de Paulo Porto e afirmou que fará o possível para repeti-lo

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Leandro Machado chega ao São Luiz com o desafio de manter o alto nível Maicon Damasceno/Agência RBS/
Leandro Machado chega para comandar o São Luiz no segundo turno Foto: Maicon Damasceno/Agência RBS

Leandro Machado chega ao São Luiz com uma difícil missão: recuperar o moral perdido na goleada para o Inter na decisão da Taça Piratini e repetir a campanha do time comandado por Paulo Porto no primeiro turno. Em entrevista a Zero Hora, o treinador afirmou que a Taça Farroupilha será ainda mais complicada para a equipe. Segundo ele, os adversários terão uma postura diferente por ver no São Luiz um dos principais times do Interior.

— Claro que o Inter é o favorito, é inegável, mas as outras equipes virão diferente contra o São Luiz. Foi um time que ficou em evidência, então os outros times jogarão de uma forma mais aguerrida. E por isso eu acho que todos serão difíceis, de acordo com aquilo que São Luiz fez, os adversários sabem que precisam dar o máximo. Ainda mais que nós jogaremos três partidas em casa e quatro, fora — ponderou.

Machado não vê o fato de chegar em meio ao Gauchão como um problema. Para ele, que elogiou o trabalho do antecessor, sua função é se adaptar à realidade do São Luiz na competição.

— No futebol não existe segredo. Existe momento, adaptação a uma circunstância. O Paulo Porto chegou ao São Luiz, que tinha um empate e uma derrota, engrenou uma série de vitórias e conseguiu chegar à final. Agora nós temos esse desafio de manter. Nós vamos lutar para que os atletas sigam focados. O trabalho do Paulo Porto foi brilhante. O que eu tenho que fazer é tentar o meu melhor para fazer uma campanha, senão como a dele, o mais próximo disso possível — analisou.

Se a campanha do São Luiz foi boa, a última impressão pode abalar o time no segundo turno. Leandro Machado ainda não teve contato suficiente com os jogadores para saber se a goleada sofrida em casa para o Inter pode abalar o fator psicológico do elenco. Para o técnico, esta será uma avaliação individual.

— Depende do psicológico de cada atleta. Estou chegando, não sei até que ponto isso vai influenciar de forma negativa na cabeça dos atletas. Não tive contato para entender como estão, como pensam. É uma coisa que pode acontecer, sim. Pode demorar para tomar o rumo e para que se esqueça que foi circunstância de uma final. A vida segue, tem que continuar olhando para frente. O grupo tem que entender que fez um trabalho brilhante e a derrota não tira isso, faz parte do futebol.

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