O Canoas não fez uma boa campanha no primeiro turno. Foram apenas seis pontos em oito jogos — vice-lanterna do Grupo B e 14° na classificação geral, na zona de rebaixamento para a Série A-2. Para se recuperar na Taça Farroupilha, o grupo terá que superar um problema interno: os salários atrasados. Segundo nota oficial do clube, os vencimentos não estão em dia desde 16 de fevereiro.
De acordo com o técnico Carlos Moraes, que conversou com Zero Hora por telefone, o seu principal trabalho da comissão técnica é motivar os atletas apesar da situação incômoda. Segundo ele, a recuperação é possível, desde que os jogadores usem o Canoas como vitrine enquanto a direção busca alternativas para quitar os salários.
Zero Hora — O objetivo é a classificação ou fugir do rebaixamento?
Carlos Moraes — Em um primeiro momento, é tentar sair da situação de time rebaixado que ficamos no primeiro turno. Esse é o primeiro objetivo. Em um segundo momento, sim, é tentar uma classificação para as fases eliminatórias.
ZH — O clube está com salários atrasados. Como isso afeta o time dentro do campo?
Moraes — Essa conversa nós temos todos os dias lá no clube. Eles têm demonstrado um profissionalismo muito grande. Procuram dar o seu melhor, porque acaba sendo uma vitrine. Eles estão dando uma prova de superação e profissionalismo para sair dessa situação. Obviamente que é uma situação incômoda, mas eles sabem que independente disso precisamos buscar os resultados.
ZH — O Canoas tem condições de se recuperar no segundo turno?
Moraes — Pelo equilíbrio entre as equipes que o primeiro turno mostrou, podem haver mudanças. Quem ficou embaixo pode subir. Acho que o Canoas pode brigar pelas colocações de cima, até para se classificar. É um grupo bom, jovem, vamos brigar para nos classificar. Mas a ideia inicial é buscar a pontuação para nos afastarmos da zona de rebaixamento.









