O volante02/02/2013 | 18h02

O novo dono da 5: conheça a trajetória de Willians

Após a saída de Guiñazu, direção do Inter negociou a contratação do meio-campista da Udinese

Enviar para um amigo
O novo dono da 5: conheça a trajetória de Willians Félix Zucco/
Em chegada a Porto Alegre, Willians prometeu empenho na busca por títulos Foto: Félix Zucco
A contratação de Willians começou a tomar corpo e foi acelerada na tarde de 4 de janeiro, quando Guiñazu pediu ao Inter para ser liberado do restante de seu contrato, a fim de retornar ao Libertad, do Paraguai. Com a camisa 5 vaga, a direção colorada tratou de concretizar um namoro que já durava pelo menos um ano. Doze dias depois, o volante trazido da Udinese vestia vermelho em Gramado. Neste domingo, em Erechim, estreia em Gre-Nal.

Quando chegou ao Inter, Willians não fez rodeios quanto a suas ambições.
— Guiñazu fez história aqui, também quero fazer a minha no Inter. Quero ser campeão brasileiro — disse, convicto, o paulista de Praia Grande que completou 27 anos na terça-feira.

Willians começou a carreira como lateral-direito dos juvenis do Santo André, em meados de 2006. Antes, passara pela base do Santos. Em 2007, recebeu oportunidades no time de cima. Em 2008, atuou como segundo volante em um meio-campo formado pelo veterano Fernando (ex-Inter), Marcelinho Carioca e Pará (sim, ele, hoje lateral do Grêmio). A equipe, comandada por Sérgio Soares, encorpou e começou a fazer boa campanha na Série B, disputando na ponta de cima com o Corinthians.

Com a família fixada na casa de Praia Grande, no litoral paulista, o volante costumava se atrasar para os treinos com a alguma frequência. Um par de chegadas tardias provocou uma reprimenda de Soares.

— Ele ia para casa nas folgas e chegava tarde em alguns treinos. Conversamos, cobrei disciplina, disse que não poderia desperdiçar um talento nato com essas falhas. Willians compreendeu, nunca mais descumpriu horários e passou a ser um dos destaques do time — diz o ex-técnico do Santo André.

Soares, hoje no Avaí, lembra que Willians chamava a atenção pela força física. Mesmo com uma estatura mediana (1m75cm), era o responsável pela marcação na primeira trave, em escanteios.
 
— Willians tem uma impulsão muito boa. Formou uma boa dupla com o Fernando, que já tinha essa cultura do futebol gaúcho, e dificilmente perdia uma jogada no mano a mano — conta Soares.

Após o vice-campeonato nacional da Série B de 2008, pelo Santo André, o volante foi vendido ao Flamengo. Chegou com o time já montado e que jogava todo para Adriano Imperador. Aos poucos, Willians foi ganhando a torcida e o técnico Andrade.

— Willians fez duas temporadas espetaculares no Flamengo, conquistou o Brasileirão de 2009 e era uma espécie de reserva de garra da equipe. A torcida gritava o seu nome quando ele dava carrinho. Depois, caiu muito de rendimento e em, 2012, foi vendido para a Udinese — recorda Carlos Eduardo Mansur, repórter do jornal O Globo.

Essa má fase na Gávea coincidiu com a Era Luxemburgo no clube. Willians chegou a ser afastado do elenco e multado por indisciplina em mais de R$ 30 mil. Ganhou fama de baladeiro. Logo foi negociado para a Itália, por R$ 6,2 milhões. Jogou pouco em Udine e foi repatriado.

Direção colorada confia no"potencial de raça e técnica"

No Inter, até o momento, Willians é tido como exemplo de esforço. Na estreia da equipe de Dunga, contra o Novo Hamburgo, foi um dos destaques, ao lado de D'Alessandro. Jogou em terras gaúchas como se tivesse nascido em Bagé. Entre a direção colorada, é bastante elogiado.

_ Willians tem grande velocidade na transição do meio para o ataque. Tem tudo para fazer o seu nome no Inter. É um jovem, que já cometeu erros, mas que tem um retorno importante _ analisa o diretor de futebol Marcelo Medeiros. — Guiñazu sempre será um ídolo colorado, mas Willians tem potencial de raça e técnica para superá-lo — acrescenta Medeiros.

E o Gre-Nal de Erechim será o primeiro grande teste.

Veja também

clicRBS
Nova busca - outros