Em Caxias24/02/2013 | 20h20

Após vitória, Dunga dispara: "Clássico tem que ganhar, não adianta ser melhor"

Técnico também disse que a maneira como D'Alessandro trabalha, de forma competitiva, lembra o seu estilo quando jogava

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Após vitória, Dunga dispara: "Clássico tem que ganhar, não adianta ser melhor" Porthus Junior/
Como técnico do Inter, Dunga disputou dois Gre-Nais: e venceu ambos, em Erechim e Caxias Foto: Porthus Junior

Um futebol moderno, de um time que recupera a bola com rapidez e, na maioria das vezes, coloca mais homens atrás da linha da bola do que diante dela. Esta é a maneira que o Inter está jogando — e jogará ainda mais — nesta temporada.

A definição é do técnico Dunga, que, após a vitória consistente do Inter diante do Grêmio em Caxias do Sul, exaltou a forma com que sua equipe derrotou o maior rival. Em nenhum momento Dunga deu ênfase ao time descaracterizado utilizado por Vanderlei Luxemburgo. Ao contrário, enalteceu os jogadores pela atitude humilde e aplicada de, mesmo com o time adversário atuar com reservas, imprimir um ritmo de jogo forte, de pegada.

— Eu não venci, quem venceu o jogo foram os jogadores pela forma como atuaram. Clássico tem de ganhar, não adianta ser melhor. Clássico tem de vencer — apontou o treinador colorado.

Dunga não estava feliz apenas pela segunda vitória em Gre-Nal no ano. Comemorava a afirmação de dois de seus principais jogadores: Diego Forlán e D'Alessandro. Confessou que quando chegou ao Beira-Rio, encontrou um Forlán ansioso, intranquilo devido às cobranças que recebia desde sua chegada no meio do ano passado com o peso de ter sido eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.

Para Dunga, o gol de pênalti e a aplicação tática do uruguaio têm sido fundamentais para sua evolução. Neste domingo, no Centenário, a movimentação do camisa 7 muitas vezes permitiu que Leandro Damião ficasse livre ou no mano a mano com a zaga gremista e permitiu maiores jogadas pela linha de fundo. Dunga resumiu o momento de Forlán com uma palavra: tranquilidade.

— Ele quer jogar mais uma Copa do Mundo. Sabe que tem cobrança e isso tira a tranquilidade.

Sobre D'Alessandro, Dunga chegou a se comparar com o argentino. Disse que a forma de o camisa 10 trabalhar é muito semelhante a sua no período em que estava em campo, principalmente no fato de ser competitivo. Neste Gre-nal, D'Ale correu, foi à frente, tabelou pelos lados e pelo meio do campo. Em três oportunidades, ajudou a defesa junto à lateral direita com carrinhos e muita garra.

— Eu sempre disse que ele era a solução e não o problema. Muitos achavam que ele era o problema. É um jogador competitivo e todo jogador competitivo cobra muito. E muita gente não gosta.

Confira os principais momentos da entrevista de Dunga depois do clássico Gre-Nal 396:

Estilo de jogo do Inter
"Acho que é o futebol moderno. Tem que recuperar logo a bola, colocar homens atrás da linha da bola e tê-la de novo o quanto antes. Depende das peças, mas a maioria dos técnicos pensa assim."

Batedores de falta e pênalti
"Temos três batedores, mas o D'Alessandro, conta o Caxias, se sobrecarregou fisicamente e o Forlán, hoje, estava em melhores condições."

Forlán
"A qualidade que o Forlán tem ele não pode esquecer de uma hora para outra. É preciso solucionar as situações, dar confiança e tranquilidade ao jogador. Não adianta colocar em um dia e tirar em outro e criticar. Tem que dar confiança. Ele quer mostrar seu valor aqui no Internacional, tem contrato longo, quer jogar a Copa do Mundo. Mesmo experiente, fica ansioso, sabe que tem cobrança. E não é só com o Forlán. Isso acontece com todo mundo."

Grêmio facilitou ao entrar com reservas?
"Se tivesse facilitado, não teria lutado e o jogo não teria sido tão difícil quanto foi até o final. Quando se fala de clássico, independentemente dos jogadores, são as camisas que estão em campo. Eu enfrentei o plantel do Grêmio, o Grêmio em si, a camisa pesa mais neste momento. Para nós, o importante é ganhar. Independentemente contra quem for jogar, tem que entrar para vencer."

D'Alessandro
"Sempre falei que ele é a solução, não problema. É um jogador competitivo. Todo jogador competitivo cobra muito. E tem gente que não gosta de ser cobrado. O D'Ale é assim. É um lider da equipe, pela forma como se entrega, além da braçadeira."

Juan
Juan teve boa pré-temporada, teve probleminha, às vezes jogador prefere não arriscar. Demos cofnainça e aos poucos fomos colocandod. Ele estava preparado para entrar. Conversamos com ele antes do jogo.

Arbitragem
"Eu não achei que foi pênalti (em Douglas Grolli, favorável ao Grêmio), e os jogadroes do Grêmio també não, tanto que eles voltaram para marcar... O árbirtro viu. É questão de interpretação."

Agradecimento à torcida
"O Inter tem muitos torcedores no Interior, o estádio estava quase cheio, então, agradeço aos torcedores que têm nos incentivado. Nos sentimos bem aqui, queremos que cada vez mais o torcedor venha ao estádio."

O trabalho
"É preciso respeito e cobrar na hora de ser cobrado. Eles têm respaldo não só meu, mas deles também. O mais importante é ser leal com quem trabalha com você. Grupo fechado, unido, cada um buscando seu espaço, respeitando todos jogadores, dando atenção a todos. A oportunidade vai depender deles."


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