Por meio do Instituto de Medicina do Esporte, em parceria com a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), o Hospital Mãe de Deus irá acompanhar e, consequentemente, controlar as lesões esportivas que ocorrerão durante o Gauchão 2013.
Este primeiro estudo integra o programa Gestão da Saúde do Atleta de Futebol, o que visa padronizar as avaliações e o acompanhamento dos jogadores de acordo com as recomendações da Fifa. O projeto atenderá os 16 clubes e os mais de 350 jogadores do Gauchão.
Em entrevista ao colunista Luiz Zini Pires, um dos médicos da Fifa no Brasil, Felix Drummond, 51 anos, dá os detalhes:
Zero Hora – Qual a missão do programa?
Felix Drummond – O Instituto de Medicina e Ciência do Esporte Mãe de Deus não vai cuidar só da saúde dos atletas. Queremos garantir soluções integradas em medicina e ciências do esporte, com alta tecnologia, formação e pesquisa de ponta. Nossas atenções estarão voltadas também para a prevenção e tratamento das lesões, exames das funções cardiorrespiratórias e antidoping, sempre seguindo o protocolo da Fifa para a Copa 2014.
ZH – Como foi a reação dos clubes e médicos envolvidos?
Drummond – Estamos criando uma parceria com os clubes do Gauchão. Todos os médicos já foram contatados e o começo é promissor. Vamos mapear as lesões durante o campeonato, nos jogos e nos treinos. Tentaremos buscar as causas. Depois fica mais fácil agir. É um trabalho de longo prazo.
ZH – Qual a lesão mais comum?
Drummond – Há fatores internos (tipo de material de trabalho usado pelo atleta) e externos, como estado do gramado ou temperatura durante um jogo. Os problemas comuns são musculares, além de torções de joelho e tornozelo. O fator externo preocupa mais, embora os gramados do Interior tenham melhorado.









