Continuidade28/03/2012 | 16h11

Técnico do Lajeadense deve manter o mesmo esquema para enfrentar o Inter

Benhur Pereira está há quase dois anos no comando do clube e diz que alterações podem ocorrer apenas no meio da partida caso haja falhas na marcação

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Técnico do Lajeadense deve manter o mesmo esquema para enfrentar o Inter Porthus Junior/Agencia RBS
Benhur: "Inter tem base bastante clara. Tem tudo para ser um grande jogo" Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Aos 47 anos, Benhur Pereira é uma peça rara no futebol brasileiro. O motivo é evidente: ele está há 20 meses no comando técnico do Lajeadense. E para enfrentar o Inter, a partir das 21h50min desta quarta, pela quinta rodada da Taça Farroupilha, não pretende imprimir um esquema especial. Para ele, as alterações poderão ocorrer apenas durante a partida a fim de desempenhar uma melhor marcação.

O Lajeadense deve entrar em campo com apenas uma mudança no ataque. Com dores no tornozelo, Robert não foi liberado pelo departamento médico para atuar contra o Inter. Jean será seu substituto. 

O time que Benhur Pereira mandará a campo diante do Inter deve ter: Fernando; Bindé, Gabriel, Micael e Juca; Rudiero, Ramos, Celsinho, Bruninho; Jean e Jandson.

A única dúvida é a formatação do meio-campo com um dos dois esquemas que o time está acostumado a atuar: ou um losango ou em duas linhas de quatro — ambos com dois volantes e dois meias.

— Estou há 20 meses no clube, então não teria como mudar um esquema que trabalhamos há tempo. O que a gente faz é, na hora do jogo, alterar alguma situação que não dê certo para tentar encaixar melhor a marcação. Mas temos esquemas definidos. Ou losango, ou duas linhas de quatro. Dependendo, mudamos para encaixar a marcação — ressalta Benhur.

O treinador destaca que o Lajeadense é uma equipe engajada a atacar e a buscar o gol durante toda a partida. Conceitua o time como "competitivo", que costuma sair para o jogo sempre tentando tocar a bola. E que, embora tome cuidados defensivos, pode exagerar na ofensividade e levar gols em contra-ataques.

Admite que o objetivo, no Gauchão, era garantir classificação na fase de grupos. No primeiro turno, deu certo. Acabou eliminado nas quartas de final pelo Novo Hamburgo, em casa, com um gol de pênalti, em uma partida na qual criou várias oportunidades.

— Ainda vamos brigar. De repente, podemos nos classificar com mais seis pontos (em nove a serem disputados). Somos um time ofensivo. Ao mesmo tempo, criamos bastante, mas não temos conseguido converter muito. Estamos moldando isso. Temos uma média de cinco a seis gols perdidos por jogo e isso gera pressão nos jogadores — afirma. Na tabela, o Lajeadense é o quinto colocado, com cinco pontos, empatado com o São Luiz. Quatro equipes se classificam para o mata-mata.


A base do Inter

Ciente de que enfrentará um dos grandes do Estado e o time de melhor campanha neste segundo turno, Benhur acredita que Lajeadense e Inter farão um grande jogo a partir das 21h50min desta quarta, na Arena Alviazul, o novo estádio do clube — capacidade para sete mil pessoas e inaugurado em 25 de janeiro de 2011.

Diante de um Inter com sete desfalques, pensa que os jogadores colorados que ganharão oportunidade como titulares poderão dar um ritmo ainda maior à partida por estarem em busca de espaço.

— A entrada de dois ou três jogadores no meio pode complicar um pouco o entrosamento, mas acho que a base do Inter é bastante clara. Damião e Dagoberto jogam. Bolatti e Elton normalmente estão em campo. Talvez o Inter possa sentir nas laterais, mas o Fabrício é um ótimo lateral que inclusive pede passagem. A defesa é titular — diz, referindo-se à diferença de investimentos em uma breve comparação com as equipes do Interior. — Tem tudo para ser um grande jogo. O estádio e o gramado estão em excelentes condições — complementa.

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