Aládio é um dos zagueiros mais famosos dos últimos tempos no Rio Grande do Sul. É nome certo quando uma bola é afastada com vigor em qualquer pelada jogada em Pelotas. Por lá, defendeu os três clubes (Brasil, Pelotas e Farroupilha). Mas admite que tem uma identificação maior com o Brasil-Pel. Aládio também jogou por Aimoré, Inter-SM, Avenida, Novo Hamburgo, Brusque (SC), Santa Cruz, Glória, Malutrom (PR) e Guarani-VA. Depois de pendurar as chuteiras, seguiu no futebol. Com 41 anos, é gerente de futebol do São Paulo de Rio Grande desde dezembro de 2011.
Zero Hora – Você pretende ser treinador ou quer seguir como dirigente?
Aládio – Ser treinador não passa pela minha cabeça. Acredito que eu nunca vou ser treinador de futebol porque não é o que eu gosto de fazer. No momento, trabalho como gerente, mas estou muito ligado ao campo, próximo ao treinador.
ZH – Quais foram as suas melhores lembranças na carreira?
Aládio – Eu joguei quase 22 anos, tive muitos momentos bons. Eu conquistei seis acessos na carreira, quatro como campeão e dois como vice. Tive também momentos bons no Brasil-Pel, com clássicos contra o Pelotas. Em um deles, num torneio citadino, ganhamos com dois homens a menos desde os 25 minutos do primeiro tempo. Esse talvez seja o momento que eu mais lembro de toda a minha carreira.
ZH – O Brasil de Pelotas foi o time que mais lhe marcou?
Aládio – Vários clubes me marcaram. No Novo Hamburgo, eu fiquei quatro anos e tive dois acessos. No Inter de Santa Maria, joguei três anos e subi também duas vezes. Fui campeão com o Avenida em 1999 e, na sequência, ganhamos do Grêmio em Santa Cruz, nos Eucaliptos, quando o Ronaldinho estava despontando. O Brasil de Pelotas foi o time que mais marcou pela situação de títulos importantes e também pela torcida, que empolga bastante e é diferenciada no interior gaúcho.













