Capitais da Copa - Belo Horizonte15/03/2013 | 22h28

Donos de imóveis devem suprir rede hoteleira insuficiente em Belo Horizonte

O principal problema dos organizadores da Copa em Minas Gerais é a falta de leitos

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Donos de imóveis devem suprir rede hoteleira insuficiente em Belo Horizonte Bruno Cantini/Divulgação
Na reabertura do Mineirão, em fevereiro, ocorreram diversas falhas operacionais Foto: Bruno Cantini / Divulgação
Ney Rubens/Correspondente RBS

Em Belo Horizonte, a carência de leitos em hotéis deve criar oportunidades para donos de imóveis na capital mineira já durante a Copa das Confederações, em junho.

Um deles é o analista de sistemas Leandro Damasceno, 30 anos, que vai alugar o apartamento que tem no bairro Castelo, região da Pampulha, para turistas e profissionais que participarão do evento. Vai cobrar 10 mil euros pelo imóvel de dois quartos, a três quilômetros do Mineirão, por 15 dias de aluguel.

— A cidade não investiu em infraestrutura de trânsito e rede hoteleira, então as pessoas vão procurar ficar próximas do estádio — afirma Damasceno.

A menos de três meses do evento, Belo Horizonte ainda apresenta problemas estruturais para receber turistas e profissionais. A cidade foi a segunda sede a concluir seu estádio, inaugurado em fevereiro, mas há atrasos nas obras de mobilidade urbana e na ampliação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana. A rede hoteleira, porém, é o maior problema: há 18 mil leitos, 42 mil a menos do que o necessário.

— Para a Copa das Confederações o numero de leitos em hotéis disponíveis deverá ser esse mesmo (18 mil). Pode aumentar já que há hotéis que estão sendo inaugurados e, até a Copa, a previsão é de que BH tenha 24 mil leitos. Hoje nós temos de 150 a 170 hotéis em Belo Horizonte e região, mas devemos chegar a 200 — prevê Paulo César Pedrosa, presidente do Sindicato de Hotéis de BH.

Conhecida pelo turismo de negócios, Belo Horizonte quer aproveitar o fato de estar no centro do Brasil e fisgar o visitante também pela cultura, gastronomia e turismo, apresentando cidades históricas próximas, como Ouro Preto.

— Ninguém vem para ver só futebol e ir embora no outro dia —ressalta Pedrosa.

Com a carência de leitos, o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens de Minas Gerais, Antônio da Matta, confia em opções como o apartamento de Leandro Damasceno.

— Muitas casas estão se adequando para receber turistas, como se fossem albergues. É mais um produto que teremos nas prateleiras das agências — afirmou.

Outros problemas

Além da falta de vagas na rede hoteleira, BH ainda tem sérios problemas para resolver até junho. As obras de mobilidade urbana, como a construção do BRT (sistemas de trânsito rápido de ônibus) e a ampliação do aeroporto de Confins (prevista para dezembro), estão atrasadas e não ficarão prontas até a Copa das Confederações.

O novo Mineirão foi entregue em dezembro de 2012. Apesar dos problemas operacionais identificados na reabertura, em um clássico Atlético x Cruzeiro, como falta de água, comida e logística, o gigante da Pampulha. como é conhecido, já esta apto a sediar a Copa das Confederações, segundo o consórcio Minas Arena. Brasil x Chile, no dia 24 de abril, será o principal teste antes da competição.

BELO HORIZONTE
Estádio: Mineirão (R$ 850 milhões)
Conclusão: 100%
Investimentos na cidade: R$ 1,639 bilhão
Problemas: as obras do sistema de ônibus rápido não ficarão prontas até a Copa das Confederações — apenas em 2014. O número de leitos em hotéis é insuficiente.

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