Hora de barganhar19/02/2014 | 22h28

Aumento de estoque de imóveis em Porto Alegre dá mais força para consumidor negociar

Quantidade de casas e apartamentos para alugar e vender na capital gaúcha aumentou

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Aumento de estoque de imóveis em Porto Alegre dá mais força para consumidor negociar Carlos Macedo/Agencia RBS
O Centro é a área da capital gaúcha com maior oferta de imóveis para venda e aluguel Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Acompanhando o passo lento da economia brasileira, o mercado imobiliário passou por 2013 em ritmo mais moderado em Porto Alegre. O resultado foi aumento na oferta de imóveis disponíveis para aluguel e venda na Capital.

Melhor para o consumidor, que deve encontrar mais opções e ter maior poder de barganha na hora de escolher a moradia em 2014. Levantamento do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis do Estado (Secovi-RS) divulgado nesta quarta-feira mostra que, no ano passado, a média mensal de imóveis usados disponíveis para comercialização subiu 23,9%, para 7.377. Na locação, o cenário é parecido: aumento de 19% no número de opções. A explicação para essa elevação passa pela alta recente na oferta de empreendimentos imobiliários.

– Não houve momento na história que tenha ocorrido queda nos preços, mas acredito que, neste ano, o consumidor poderá comprar e alugar com alguma serenidade – afirma o presidente da entidade, Moacyr Schukster.

Outro fator que colaborou para ampliar a oferta de locação foi o aumento no número de imóveis mobiliados e semimobiliados. Nos últimos cinco anos, o Secovi-RS estimou, a partir de amostras, crescimento de 178% nas opções de imóveis mobiliados e 152% de semimobiliados para alugar. Com apartamentos e casas cada vez menores e móveis feitos sob medida, os proprietários têm deixado para trás a mobília na hora da mudança.

– Isso é decorrência das circunstâncias do mercado e é uma tendência que não tem volta – relata.

Valor da locação sobe acima da inflação, mas reduz ritmo

A oferta maior de imóveis para locação levou a aumento menor no valor dos aluguéis. Em 2013, os preços subiram 7,81% na Capital, ante 8,96% em 2012. Ainda assim, a alta foi maior que a do IGP-M, índice da Fundação Getulio Vargas (FGV) usado como referência para reajustes, que ficou em 5,51% no ano passado.

Outra mudança significativa para quem tem imóveis para alugar na Capital: no ano passado, as casas e apartamentos ficaram mais tempo à espera de um novo morador. O período médio para locação do imóvel passou de 4,15 meses em 2012 para 5,96 meses no ano passado. Mais um argumento de barganha a favor do consumidor.

Para quem quer comprar, momento é de pesquisar

O leve aumento na oferta de imóveis para venda também pode significar oportunidade de compra. Com o financiamento imobiliário ainda farto e a necessidade das empresas de manter as vendas, muitas incorporadoras iniciaram campanhas pontuais de descontos no segundo semestre de 2013 na Capital, comenta o sócio-diretor da Lopes Imobiliária na Região Sul, João Paulo Galvão.

Apesar de não representar queda significativa nos preços, nem uma tendência generalizada, o momento é propício para pesquisa.

– O cliente percebe que tem uma oferta maior e começa a barganhar mais. É um bom momento para a compra. Os incorporadores não conseguem colocar mais projetos na rua e precisam continuar vendendo – comenta Galvão.

Um e dois dormitórios seguem na preferência

Seja para locação ou venda, os imóveis de um e dois dormitórios continuam no topo da preferência dos porto-alegrenses na hora de morar. Além disso, há uma concentração de interesse em poucas áreas. De acordo com o levantamento do Secovi-RS, nove bairros, principalmente nas regiões central e norte, concentraram 40% das ofertas de locação em dezembro passado.

Apesar da tendência iniciada em São Paulo, onde o tempo perdido em deslocamento motivou moradores a procurarem imóveis mais próximos dos locais de trabalho, na capital gaúcha a preocupação maior segue sendo o conforto, comenta o presidente do Secovi-RS, Moacyr Schukster.

Na Capital, as zonas norte e leste são as novas fronteiras da oferta de imóveis, e devem continuar sendo nos próximos anos. Na região central, o destaque vai para a oferta de salas comerciais, que em três anos viu crescer em 114,93% as opções para locação e em 20,45% as de venda.

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    Erik FarinaReal foi a 2ª moeda que mais valorizou em abril: 4,63%. Só fica atrás da Rupia Indonesia (6,41%), mostra consultoria CMA.há 1 diaRetweet
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