Socorro ao vizinho17/12/2013 | 16h22

Rússia vai emprestar US$ 15 bilhões à Ucrânia para evitar colapso econômico

Auxílio anunciado por Vladimir Putin frustra chances da Ucrânia assinar acordo com a União Europeia

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Rússia vai emprestar US$ 15 bilhões à Ucrânia para evitar colapso econômico Alexander Nemenov/AFP
Putin se encontrou com o presidente ucraniano Viktor Yanukovych no Kremlin, em Moscou Foto: Alexander Nemenov / AFP

A Rússia concordou nesta terça-feira em emprestar US$ 15 bilhões à Ucrânia e a cortar os preços do gás natural fornecido ao país, num acordo para socorrer o vizinho e evitar seu possível colapso econômico. A decisão acontece, porém, em meio a enormes protestos na capital ucraniana, Kiev, contra a aproximação com Moscou e a favor da assinatura de um acordo com a União Europeia (UE).

O presidente russo Vladimir Putin disse que a Rússia vai investir US$ 15 bilhões em títulos do governo ucraniano para ajudar a aliviar a pressão sobre as finanças do país "tendo em vista as dificuldades enfrentadas pela economia ucraniana".

O acordo foi fechado enquanto milhares de ucranianos protestam contra a decisão do governo do presidente Viktor Yanukovych de adiar a assinatura de um acordo político e comercial com a UE, que deveria ter sido firmado em 21 de novembro.

Yanukovych declarou, após fechar o acordo de resgate, que não teve escolha.

— O comércio com a Rússia torna impossível para nós agir de outra forma — disse ele. — Não há alternativa a isto.

A gigante do gás russo Gazprom também concordou em reduzir os preços do produto para a Ucrânia, de US$ 400,00 para US$ 256,50 por mil metros cúbicos, o que também vai aliviar a pressão sobre a economia do país vizinho.

A Rússia tem encorajado a Ucrânia a se juntar a uma união aduaneira formada com Bielo-Rússia e Cazaquistão, outras ex-repúblicas soviéticas. Putin disse, porém, que a questão não foi discutida durante a reunião desta terça-feira.

Nos últimos meses, a Rússia restringiu as importações ucranianas, elevando a pressão sobre o vizinho na medida em que se aproximava a data da assinatura do acordo com a UE, mas os dois lados assinaram um acordo hoje para normalizar as relações comerciais.

Líderes ocidentais pediram à Ucrânia que pedisse ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e concordasse com um pacto de integração comercial com a UE, mas Yanukovych disse que as condições para tais acordos seriam muito pesadas para o povo ucraniano. Em vez disso, ele buscou recursos com a Rússia, medida que irritou milhares de manifestantes pró-UE que se reúnem na praça Independência, em Kiev.

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