Itens de segurança17/12/2013 | 19h05Atualizada em 17/12/2013 | 21h47

Mantega volta atrás e confirma obrigatoriedade de airbag e ABS em 2014

Ministro disse que, apesar da medida, a produção da Kombi pode ganhar uma sobrevida de até três anos

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Mantega volta atrás e confirma obrigatoriedade de airbag e ABS em 2014 Jessé Giotti/Agencia RBS
Mantega disse que pode haver uma exceção para o caso da Kombi, que estava com o fim da produção marcado para este ano Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira, que o governo vai manter o cronograma que prevê a obrigatoriedade de fabricação de 100% dos veículos nacionais, a partir de 2014, com airbag e freios ABS como itens obrigatórios.

O ministro esteve reunido nesta terça com montadoras e sindicatos. Também foram discutidas outras questões, como o problema de exportações para a Argentina, perspectivas para 2014, recomposição das alíquotas de IPI e preocupação com emprego nessa indústria, principalmente nas autopeças.

O ministro havia dito que poderia ser adiada a introdução dos itens de segurança. Na reunião, no entanto, ele confirmou que o calendário para implantação dos itens de segurança não mudará.

— Não vamos modificar o calendário do Contran, 100% dos automóveis terão de ter ABS e airbag — afirmou.

Mantega disse ainda que as empresas vão se comprometer a absorver os trabalhadores que podem ser demitidos por conta da mudança — um dos motivos que motivaria o adiamento da medida.

— Vão promover absorção de trabalhadores dentro da própria fábrica ou mesmo outras fábricas se comprometeram a ajudar, minimizando o problema maior, que fica nas autopeças — avaliou.

Exceção para a Kombi

Um dos carros que sairiam de linha seria a Kombi, cujo fim da linha de produção foi anunciado em agosto passado. Porém, o ministro da Fazenda declarou que poderá haver uma "exceção" para ela.

— É um produto que não tem concorrente e não tem como se adaptar. Este é o maior problema que identificamos porque a Kombi será extinta e é onde haverá mais demissões. Vai ser estudado, não há decisão, podemos criar uma excepcionalidade — afirmou. Segundo Mantega, até o momento, todas as empresas concorrentes concordaram com essa exceção, mas a decisão ficará para a próxima semana.

De acordo com os sindicatos de trabalhadores metalúrgicos, boa parte das demissões que seriam ocasionadas pela entrada em vigor da medida, viriam da linha de montagem da Kombi. A Volkswagen já havia divulgado até uma campanha oficial de despedida do veículo.

 

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