Ata do Copom05/12/2013 | 10h25

Banco Central projeta novas altas na taxa de juro

Instituição também estima inflação em queda, mas ainda acima do centro da meta de 4,5% ao ano

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Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Central, onde economistas e investidores costumam procurar pistas sobre os futuros passos da instituição, a linguagem propositalmente cifrada chegou a confundir analistas, que se dividiram na interpretação do texto.

No entanto, a maioria tende a avaliar que os sinais apontam para novas altas da taxa básica. A frase que serve de base para essa leitura é "o Copom entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso".

Na avaliação dos especialistas, isso quer dizer não só que o juro vai continuar subindo como no mesmo ritmo das últimas reuniões — 0,5 ponto percentual de cada vez. Também reforçam essa leitura os trechos que projetam a inflação acima do centro da meta (4,5% ao ano) e estimam "volatilidade nos mercados de moeda" — tradução , o dólar deve subir. Como a alta do dólar gera mais inflação, também levaria a novas altas do juro, arma que o BC tem para controlar aumento de preços.

 Em vídeo, entenda a relação entre juro e inflação

 

No cenário de referência, que considera Selic – a taxa básica de juro da economia– e dólar estável por "todo horizonte relevante", a expectativa para o IPCA de 2013 diminuiu em relação ao valor considerado na última reunião, porém, permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas com analistas de mercado às vésperas do Copom, a projeção de inflação para 2013 também diminuiu ante outubro, mas igualmente permanece acima da meta para a inflação.

Para 2014, a projeção se manteve estável no cenário de referência e recuou no de mercado, em relação aos valores considerados na ata anterior. Nos dois casos, porém, as estimativas seguem acima da meta de 4,5%. Para o terceiro trimestre de 2015, nos dois cenários, a inflação se posiciona acima da meta, como já indicava o documento anterior.

Preço da eletricidade residencial cai e gás aumenta

O Comitê voltou a reduzir suas estimativas para a alta dos preços administrados este ano, ainda que individualmente não tenha apontado queda em nenhum dos itens citados pela diretoria. De acordo com a ata, a alta dos preços administrados ou monitorados pelo governo deve fechar em 1,2% em 2013. Na ata de outubro, a projeção era 0,3 ponto porcentual maior, de 1,5%.

Já a projeção de reajuste para o conjunto dos preços administrados para o acumulado de 2014 foi mantida em 4,5%, como já constava no documento de outubro.

De acordo com o colegiado do BC, a tarifa residencial de eletricidade deve registrar recuo de aproximadamente 16% este ano, mesmo valor considerado na reunião do Copom anterior. Essa estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais anunciadas, bem como reajustes e revisões tarifárias ordinários programados para este ano.

O Copom projeta também aumento de 2,5% no preço do gás de bujão e redução de 1% na tarifa de telefonia fixa para o acumulado de 2013. Essas taxas também já eram citadas no último documento.

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