Discurso cauteloso12/03/2013 | 14h16

Tombini recua sobre previsão de queda da inflação

Na Polônia, o presidente do Banco Central não repetiu o que disse há algumas semanas, indicando que a inflação de 2013 cairia no 2º semestre

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O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez nesta terça-feira um discurso mais cuidadoso com relação à inflação. Em evento na capital da Polônia, o responsável pela taxa de juro brasileira suprimiu de sua apresentação a previsão de que a inflação brasileira deve desacelerar no 2º semestre de 2013.

Durante a apresentação a pouco mais de 50 pessoas em Varsóvia, Tombini repetiu a avaliação feita dias atrás nos Estados Unidos que a inflação mostra resistência nos últimos meses. Dessa vez, porém, o presidente do BC retirou a frase que era dita logo em seguida: "a inflação de 2013 vai desacelerar no 2º semestre".

Em Varsóvia, Tombini exibiu uma das razões dessa mudança. A inflação de alimentos e bebidas acumula alta de 12,5% nos últimos 12 meses até fevereiro. Esse é o maior ritmo anual pelo menos desde 2004, citou o presidente do BC. Além disso, a inflação de serviços segue resistente. Segundo o presidente do BC, a inflação de serviços tem caído de forma muito lenta e comentou que isso pode ser explicado em parte pela inclusão de milhões de famílias à classe média, o que aumenta a demanda por serviços.

Nos últimos 12 meses, a inflação de serviços acumula alta de 8,7%, pouco abaixo dos 9% de 2011. Dessa forma, a inflação de itens negociáveis - os tradables - acumula alta de 6,4% nos 12 meses acumulados até fevereiro, o patamar mais alto desde 2010, quando a alta foi de 6,9%. Logo em seguida, vale lembrar, no início de 2011, o BC iniciou ciclo de alta dos juros. Já a inflação de itens não comercializáveis - os non tradables - está em 9,1%, a mais alta pelo menos desde 2004.

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