Contra08/03/2013 | 18h40

Produtores de energia dizem que governo foi "arbitrário"

O ministro de Minas e Energia anunciou que o custo do uso de energia proveniente de termelétricas passará a ser repartido entre todos os agentes do setor

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Os gestores das empresas geradoras de energia elétrica dizem ter ficado "indignados" com a solução que o governo encontrou para socorrer as distribuidoras e a avaliaram como "arbitrária". É o que informou Luiz Fernando Vianna, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine).

— A medida mexe as regras do jogo no meio do jogo — definiu.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou nesta sexta-feira que o custo do uso de energia proveniente de termelétricas em momentos emergenciais passará a ser repartido entre todos os agentes do setor. Até agora, ele ficava a cargo das distribuidoras, que repassavam os valores para os consumidores no momento do reajuste anual. Agora, 50% desse custo ficará com o agente que estiver exposto no mercado de curto prazo. A outra metade será rateada entre os demais elos da cadeia: consumidores, produtores e comercializadores.

Os geradores de energia ficaram insatisfeitos porque passarão a pagar uma parte dessa conta.

— Entendemos que houve uma intervenção sem precedentes no mercado. A questão não foi submetida à consulta pública, não foi discutida com o mercado — reclamou Vianna.

Vianna explica que, ao contrário das distribuidoras, as geradoras não podem repassar o gasto.

— Os distribuidores pagam, mas no mês do reajuste da tarifa eles têm o reembolso. Para os geradores, o que vai ser pago é perdido, não há como recuperar", disse. "Realmente não tem justificativa para o governo ter feito isso, a não ser a arbitrariedade. A conta está muito alta de um lado, aí vamos ver com quem vamos dividir. Essa não é a maneira correta de fazer as coisas — reclamou.

A Apine informou que ainda não tem o valor extra que as geradoras terão que assumir.

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