Até o depoimento21/03/2013 | 09h18

Polícia intervém e suspende remoção de produtos em loja de móveis fechada na Capital

Portiere estaria cumprindo ação de despejo e recolhendo objetos para fábrica da empresa

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Polícia intervém e suspende remoção de produtos em loja de móveis fechada na Capital Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Delegacia do Consumidor investiga dano aos clientes da rede de móveis Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Com as portas fechadas há uma semana e estimativa de prejuízo aos clientes em torno de R$ 1,3 milhão, conforme a polícia, a empresa de venda de móveis sob medida Portiere amanheceu com a denúncia de que caminhões estariam carregando produtos de uma das lojas na Capital para a fábrica do empreendimento durante a madrugada.

Após receber informações da possível movimentação na manhã desta quinta-feira na unidade da Avenida Cristóvão Colombo, na Zona Norte, o titular da Delegacia do Consumidor, Fernando Soares, foi ao local e verificou com funcionários a orientação da empresa para guardar os móveis que restavam.

— Falei com um dos sócios e ele disse que havia uma ação de despejo (contra a empresa). Eles teriam que entregar o imóvel até a próxima segunda-feira. Fizemos um ajustamento e a remoção foi suspensa até amanhã (sexta-feira) pela manhã, quando ele irá prestar depoimento — afirmou Soares.

Na loja, o delegado declarou ter encontrado apenas documentos antigos. A Delegacia do Consumidor registra cerca de 45 ocorrências contra a Portiere de clientes que teriam sido prejudicados pelo não cumprimento de contratos. Segundo Soares, esse número pode ser maior, pois há reclamações em outras regiões do Estado. A orientação é a de que os consumidores procurem a Justiça.

— Estamos apurando se existiu dolo em prejudicar os clientes (que pagaram pelas promoções). Pode ser feita uma transação com outra empresa para assumir os danos aos consumidores — explica o delegado.

EVITE PROBLEMAS

Dicas para quem pretende comprar móveis sob medida:

• Busque referências com quem já comprou móveis da empresa.

• Consulte os cadastros de órgãos de defesa do consumidor.

• Verifique a reputação da empresa na internet. Redes sociais e sites como o www.reclameaqui.com.br, em geral, são boas fontes.

• Exija que detalhes do projeto, preços e prazos constem na nota fiscal e no contrato.

• Condicione o pagamento à conclusão do serviço.

• Quando negociar com franquias, saiba que, se a loja não puder ser acionada para reclamação, a marca tem, de acordo com a legislação, "responsabilidade solidária" e, por isso, pode ser cobrada.

O que fazer quando a empresa não cumprir o contratado:

• Suste os cheques que faltam.

• Se as prestações forem feitas por meio de carnê, suspensa o pagamento.

• Caso tenha pago por meio de cartão de crédito, tente cancelar a operação na operadora.

• Registre ocorrência nos órgão de defesa do consumidor.

• Busque ressarcimento por via judicial.

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