Alerta na rede04/03/2013 | 03h55

Negócios em sites de compras coletivas exigem atenção do consumidor

Reunir o máximo de informações sobre as empresas antes de fechar a compra ajuda a evitar transtornos

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Negócios em sites de compras coletivas exigem atenção do consumidor Omar Freitas/Agencia RBS
Indignado, Novaes mostra o comprovante de sua dor de cabeça Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Os rankings de reclamações dos serviços de defesa do consumidor ganharam uma nova — e assídua — categoria, a dos sites de compras coletivas.

Para evitar problemas em transações pela internet, o consumidor deve tomar uma série de cuidados, reunindo o máximo de informações sobre a empresa antes de fechar negócio.

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Junto com operadoras de telefonia, fabricantes de eletroeletrônicos e versões virtuais de grandes redes de varejo, os clubes de compras estão entre os serviços com maior número de reclamações em sites voltados à defesa do consumidor. Nos últimos 12 meses, três das 15 empresas mais demandadas no Reclame Aqui eram sites de compras coletivas – Groupon (quinto colocado no ranking geral, com 23,4 mil queixas), Peixe Urbano (13º, com 12,4 mil protestos) e Privalia (14º, com 12 mil).

Na modalidade oferecida pela internet, os descontos podem chegar a 70% do preço total. Mas há uma condição: para valer, as ofertas precisam alcançar um número mínimo de compradores. Nos casos em que a cota não é atingida, as transações são canceladas, e os consumidores reembolsados.

— A primeira coisa a se fazer é perguntar a conhecidos, amigos e familiares que já compraram pela internet, se indicam aquele estabelecimento — afirma Juliana Teixeira Soares, diretora-adjunta do Procon Estadual.

Segundo Juliana, uma medida importante a ser adotada antes de qualquer compra pela internet é pesquisar a idoneidade da empresa em órgãos de defesa do consumidor e no site da Receita Federal.

Para preservar seus direitos nas compras feitas pela internet, o consumidor deve guardar todos os documentos relacionados às transações, como os e-mails recebidos com os dados do produto, as condições de pagamento e as datas previstas para entrega. Os comprovantes das ofertas também devem ser armazenados.

Conforme Juliana, além de pesquisar a situação das empresas junto aos Procons, o consumidor pode verificar a reputação nas redes sociais. Além disso, preços muito inferiores aos praticados pelo mercado devem servir de alerta:

— Quando há valores muito desproporcionais, como um tablet muito abaixo do mercado, ou o produto é resultado de falsificação, de estelionato e sonegação de impostos ou algo parecido. Alguma coisa errada existe.

O galeto ficou indigesto

Em novembro, o empresário porto-alegrense Ademir Novaes comprou dois cupons para um rodízio de galeto e massas, incluindo entrada, saladas e bufê de sobremesas, no Galeto Nono Avelino. Novaes pagou R$ 14,50 – o preço normal seria R$ 29,90.

Na hora de saborear o esperado galeto, em vez de satisfação, o aparente ótimo negócio – fechado no cartão de crédito da filha Denise – acabou resultando em dor de cabeça. Depois de inúmeros telefonemas para agendar o jantar, Novaes decidiu ir ao local, onde foi informado de que o estabelecimento estava fechado havia alguns meses. Para piorar, o prazo para resgate dos cupons já havia se encerrado.

Como o site que ofereceu constatou a internação hospitalar do dono da galeteria, enviou aviso para a titular do cartão de crédito. No entanto, pai e filha afirmam que não receberam nenhuma mensagem. Para contornar a situação, o site garantiu novo prazo para o ressarcimento dos valores pagos e não usufruídos pelos Novaes.

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