Um caminhão de esperança01/03/2013 | 13h40

Mantega estima PIB de 3% a 4% para 2013

Argumento é baseado no melhor desempenho da economia no último trimestre

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Mesmo com o fraco crescimento de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2012, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mantém o otimismo para 2013. O titular da pasta prevê um desempenho entre 3% e 4% para este ano. O argumento é baseado no melhor desempenho da economia no último trimestre.

– O primeiro trimestre está se configurando bom, o crescimento observado no quarto trimestre do ano passado está sendo consolidado. Tivemos um PIB mais fraco, abaixo das nossas expectativas, mas em uma trajetória positiva de aceleração. Mas o governo está criando condições para que o crescimento volte a patamares de 4% – comentou.

Na avaliação do ministro, a recuperação da economia internacional será fundamental para um melhor resultado do crescimento econômico brasileiro.

– Para 2013, o cenário internacional é mais benigno, a crise europeia está em parte superada, do ponto de vista financeiro. A economia mundial deve crescer mais e teremos mais mercados para exportar – destacou.

Mantega disse ainda que as medidas de estímulo à economia do país adotadas pelo governo no ano passado, como diminuição de tributos da folha de pagamentos e redução da taxa de juros, precisam de algum tempo para serem sentidas.

– Tomamos muitas medidas cujo efeito demora algum tempo para acontecer. Agora é que empresas e consumidores estão começando a se beneficiar com essas medidas – comentou.

Quanto aos investimentos, o ministro lembrou que o programa de concessões lançado pelo governo é uma grande oportunidade de investidores aumentarem a rentabilidade. Na avaliação de Mantega, estão sendo oferecidos investimentos com demanda garantida e ambiente favorável.

– Oferecemos investimentos onde temos carência como portos, ferrovias, portos e aeroportos. Não taxamos investimentos externos diretos e remessa de lucros e dividendos. Além disso, nós criamos debêntures especiais para infraestutura, que não pagam imposto de renda e não têm tributação – disse.

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