Terminou por volta das 6h30min desta quarta-feira a assembleia de metalúrgicos da GM de Gravataí, no complexo industrial junto à freeway. Mesmo sob chuva, a categoria aprovou a pauta do dia — reajuste de 12%, piso salarial de R$ 1.535, aumento na Participação de Lucros e Resultados (PLR), quinquênio (aumento salarial a cada cinco anos na empresa) e transporte.
A partir de agora começam as negociações com a direção da companhia. Na quinta-feira, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos devem se reunir com dirigentes da GM para entregar as reivindicações da categoria.
— Não vai ser fácil, mas os trabalhadores provaram que estão mobilizados. Queremos a equiparação de salários com o resto do país — comenta o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Miguel Torres.
Segundo Torres, hoje os trabalhadores da planta de Gravataí recebem piso de R$ 1.021, enquanto em unidades de São Paulo os valores sobem para até R$ 1,7 mil. Como a data-base corre em 1º de abril, os cerca de 6 mil funcionários de Gravataí correm contra o tempo para negociar a pauta. Caso não haja acordo, existe a possibilidade de greve, conforme Torres.









