Alívio no churrasco11/03/2013 | 19h54

Carne deve ficar mais barata a partir desta terça-feira

Desoneração pode levar o produto a ter uma redução de 5% a 6% para o consumidor

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Levar a carne às brasas para o tradicional churrasco deve ficar mais barato a partir desta terça-feira. Após o governo federal anunciar na sexta-feira a desoneração de vários produtos da cesta básica, o item será o primeiro a ter o preço reduzido no varejo, confirma a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

A medida eliminou o PIS/Cofins de 9,25% que era cobrado de carnes como a bovina, suína, de aves e de ovinos. Segundo o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, a tendência é o consumidor perceber uma redução média de 5% nos preços. A queda, no entanto, ainda depende de não haver aumento de preço pela indústria, pondera.

— Para a carne já há espaço para queda de preço amanhã (esta terça-feira). Mas isso se os fornecedores entregarem o produto pelo mesmo preço — ressalvou nesta segunda-feira o dirigente.

Para a Agas, a redução do preço da carne para o consumidor significa a possibilidade de um aumento do consumo em um percentual semelhante ao da queda. Ou seja, se ficar 5% mais barata, a procura também pode subir 5%. Para a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o preço pode até cair 6%.O Sindicato da Indústria de Carne e Derivados no Rio Grande do Sul (Sicadergs) nega possibilidade de aumento.

— Não, porque não há previsão de alta no preço da matéria-prima — diz o diretor executivo da entidade, Zilmar Moussalle, lembrando que nesta época, o final do verão, normalmente cresce a oferta de gado para abate.

Para a indústria, pouco muda. O setor já estava isento de PIS/Cofins na carne bovina desde o ano passado. A novidade foi a desoneração para o produto ovino também para os frigoríficos.

Apesar da expectativa do varejo, o pesquisador de mercado Renato Fagundes Bittencourt, da Scot Consultoria, avalia que os preços ao consumidor podem até cair em um primeiro momento, mas, se confirmada a tendência de aumento de consumo, os preços devem voltar a subir. Desta forma, ao longo do tempo apenas os supermercados tirariam benefício da desoneração.

— A situação vai melhorar mais para o varejo do que para o consumidor final — afirma Bittencourt.

Dados da Scot indicam que o consumo per capita de carne bovina no Brasil, por exemplo, subiu de 39,67 quilos em 2011 para 42,33 quilos no ano passado.

Longo contesta. Para ele, o consumidor está cada vez mais atento e, quando percebe o aumento do preço de um tipo de carne, migra para outra, o que acaba regulando o mercado.

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