Grão no mercado05/02/2013 | 22h39

Rendimento do milho é aposta do produtor gaúcho

Preço vem caindo, mas produtividade em alta anima agricultores no Estado

Enviar para um amigo
Rendimento do milho é aposta do produtor gaúcho Abel Oliveira/Especial
O produtor Joceli Noronha, de Ijuí, recebe nesta quarta-feira autoridades para a abertura oficial da colheita do grão Foto: Abel Oliveira / Especial

Depois de terem as lavouras devastadas pela seca na última safra, os produtores gaúchos dão a largada oficial na colheita do milho, que deve fechar com alta de 50% na produtividade. Mesmo com redução na área plantada, a produção deve passar de 3,34 milhões de toneladas para 4,7 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os agricultores cultivaram 1,03 milhões de hectares de milho no Rio Grande do Sul, ante os 1,11 milhões de hectares do último ciclo. Mas com um volume favorável de chuva, a expectativa da Conab é que a média de produtividade salte de 50 sacas por hectare para 75 sacas por hectare.

Com pouco mais de 60% da lavoura de milho colhida em Ijuí, no Noroeste, o produtor Joceli Noronha, projeta produtividade de até 120 sacas por hectare, depois de colher 30 sacas por hectare na última safra devido à seca.

Na contramão dos vizinhos, o dono da propriedade onde ocorre nesta quarta-feira a abertura oficial da colheita do milho, ampliou em 10 hectares a área plantada do grão. A lavoura escapou da geada e do granizo que prejudicou municípios da região em setembro. Cerca de 20% das lavouras tiveram de ser replantadas, segundo o presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado, Cláudio Luiz de Jesus.

Para o superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor, o grande desafio gaúcho é equilibrar o déficit entre produção e consumo, que afeta principlamente a indústria de leite, frango e suínos.

– Discutimos a logística para trazer milho de outros Estados enquanto devíamos estar pensando no produtor – afirma Signor.

De olho na cotação

Se na última safra o problema foi o clima, agora a preocupação é o preço do grão. Em alta no último ano, devido à quebra na produção gaúcha e americana, a saca chegou a R$ 37 no Porto de Rio Grande. Neste ano, o valor caiu para cerca de R$ 33 – na semana passada, segundo a Emater, o preço máximo foi de R$ 31 – e deve seguir em baixa, segundo Farias Toigo, da Capital Corretora:

– A queda no dólar e a entrada do produto no mercado pressionam o preço para baixo.

Ruim para o produtor, a queda dos preços de produtos agropecuários puxa para baixo a inflação, conforme dados do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) divulgados nesta terça-feira.

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga perfis de Economia no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros