O Rio Grande que dá certo02/02/2013 | 15h01

Pompéia se prepara para chegar a cem lojas até 2015

Criada há seis décadas, a rede está sob o comando da segunda geração da família

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Pompéia se prepara para chegar a cem lojas até 2015 Caco Konzen/Especial
Carmen Ferrão diz que proposta da empresa é mostrar que moda é acessível ao consumidor Foto: Caco Konzen / Especial

Foi com uma pequena loja de artigos masculinos em Camaquã, fundada em 1953, que começou a história da Pompéia, uma das maiores redes do setor de varejo no Rio Grande do Sul. Decidido a ter seu próprio negócio, o então vendedor Lins Ferrão, juntou dinheiro e abriu um estabelecimento chamado A Principal, no centro da cidade do sul do Estado, na companhia do irmão Valdemar. E a primeira venda foi de uma gravata, negociada para um amigo dos proprietários que passava pela rua e foi convidado a conhecer o local.

Nos 20 anos seguintes, os irmãos identificaram nas mulheres potencial para impulsionar o negócio e promoveram a primeira grande mudança, com a ampliação do leque de produtos para roupas femininas, infantis, calçados e artigos de cama, mesa e banho. Além do perfil, Lins Ferrão decidiu mudar o nome da loja e, durante visita a São Paulo, em 1974, se encantou pelo bairro Pompeia. Só que a marca havia sido registrada pela empresa São Paulo Alpargatas, que iria lançar uma linha de jeans. Ferrão escreveu uma carta para o dono da companhia, que fornecia roupas para a loja gaúcha e, em nome da relação comercial entre ambas, conseguiu a liberação.

O crescimento para o restante do Interior e o ingresso na Capital foi natural. Sob o slogan Vestindo e Calçando a Família, em pouco tempo a Pompéia consolidou-se como referência no varejo, com preços acessíveis.

A segunda virada nos negócios ocorreu em 2004, quando a rede optou por remodelar as filiais e ainda a forma de divulgar a marca, com maior exposição dos produtos. Estava criado o novo lema: É fácil ser fashion.

— Foi uma decisão muito discutida na família. Chegamos à conclusão de que comercializávamos moda e queríamos mostrar que era acessível a todos — explica a superintendente de marketing e vendas, Carmen Ferrão, uma das filhas de Lins, que trabalha há quase 30 anos na empresa e cresceu brincando nos escritórios.

Com a mudança, a Pompéia também se recolocou no mercado, dentro do conceito de fast fashion, ou seja, moda acessível, com grande variedade e rapidez de reposição.

Em 2008, a rede abriu uma grande loja na Rua Vigário José Inácio, no Centro de Porto Alegre, onde funcionava um cinema. A filial é o palco da Pompéia Fashion Weekend, evento anual de três dias que apresenta, além de desfiles dos produtos, experiências para os clientes, como massagem e maquiagem.

 

Foco da expansão é o Rio Grande do Sul

Uma parte significativa do sucesso da Pompéia está na gestão familiar do negócio, aponta Carmen. Além de Valdemar, hoje com 82 anos, a rede é administrada pela segunda geração, e três pessoas da terceira já atuam na empresa. Lins Ferrão faleceu em 2005.

O crescimento também ocorre internamente, com atenção para o desenvolvimento profissional. A empresária ressalta outra característica da rede: a proximidade com seus funcionários. Na Capital, uma escola de moda foi aberta para formar consultoras, especializadas nas tendências e em novos produtos. Além disso, a rede firmou parceria com a ESPM para cursos de qualificação das gerências. E as gerações seguintes da família precisam apresentar requisitos de graduação e experiência para assumir cargos.

A expansão da Pompéia, por enquanto, terá foco no Estado. A meta é chegar a cem lojas em 2015 — atualmente são 68 —, com presença cada vez maior em shoppings. Além de Porto Alegre — onde foi aberta uma loja no Shopping Total — e Canoas, a rede se instalará nos empreendimentos que serão inaugurados neste ano em Pelotas e nos próximos anos em Gravataí, Pelotas e Rio Grande.

As características familiares estão nos detalhes. A Pompéia tem hino, criado pelo músico Geraldo Flach, bandeira nas cores laranja e branco e o mesmo ritual é repetido a cada inauguração de filial: os clientes são recebidos com palmas em um corredor formado por diretores e funcionários.

— É um momento todo especial, que emociona a todos — afirma Carmen.

 

Perfil

— Origem: Camaquã

— Fundação: 1953

— Faturamento 2012: R$ 507 milhões (alta de 6,5% em relação a 2011)

— Número de funcionários: 3 mil

— Lojas no Estado: 68

— Previsão de expansão até 2015: chegar a cem lojas

— Segmentos: moda feminina, masculina, infantil, bebê, calçados e acessórios, cama, mesa e banho

— Marcas próprias: PimPom, Flik, Kid+, Teen, Vels, Autentique, Cia Mulher, Elétron Sport, Elétron

 

 

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