Nova estratégia da Receita Federal para identificar a omissão de informações e possíveis fraudes tributárias das empresas, a chamada malha fina da pessoa jurídica entrará em operação até o final deste mês.
O sistema irá analisar divergências entre os dados informados e o banco de informações da Receita e de outros órgãos do governo, como o INSS. Duas declarações mensais serão monitoradas: a de Débitos da Pessoa Jurídica (DCTF) e de Contribuição Previdenciária (GFIP). Com a ajuda da informática, o sistema deverá identificar a inconsistência de informações e emitir um extrato para o contribuinte. O objetivo é fazer com que as empresas percebam a divergência de informações imediatamente.
– O sistema irá gerar o débito na mesma hora em que receber a declaração – explica o superintendente da Receita Federal no Rio Grande do Sul, Paulo Renato Silva da Paz.
Os sistemas vinham sendo utilizados em projeto piloto na cidade de São Paulo e passarão a valer em todo o país. Segundo Paz, nos próximos anos, o sistema será ampliado à Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) e ao Simples Nacional. Em 2012, a Receita arrecadou R$ 44,9 bilhões em cobranças no país, sem levar em consideração os parcelamentos. No Rio Grande do Sul, foram R$ 2,2 bilhões.
O superintendente da Receita Federal no Rio Grande do Sul, Paulo Renato Silva da Paz, explica como evitar contratempos na declaração do imposto de renda.







