A versão apontada como a principal razão para a escassez de camarões na Lagoa dos Patos é contestada pelo Ibama. Em comunicado, o órgão alega que a carência não pode ser atribuída à fixação do período de defeso, mas a "situações sociais, econômicas e ambientais mais amplas, que independem da atuação do órgão fiscalizador".
Em reportagem publicada em ZH, pescadores reclamavam da falta de flexibilidade na fixação do período do defeso, que começa em 1º de março, independentemente das condições ambientais. O Ibama afrima ter havido apreensões de camarão graúdo capturado no defeso e transportado sem condições sanitárias, acarretando crimes ambientais, fiscais e contra saúde pública.
O Ibama sustenta que o defeso visa a proteger o período de reprodução da espécie e garantir a manutenção do estoque para os próximos anos. O menor tamanho do camarão nesta safra, segundo o Ibama, pode ser atribuído a fatores naturais, mas também está atrelado a questões como pesca predatória em período proibido, uso de recursos não permitidos e pesca sem licença ambiental.












