Por alguns momentos, os moradores de Alegrete, na Fronteira Oeste, chegaram a temer a concretização da profecia maia de que o mundo acabaria no dia 21 de dezembro do ano passado. Além da chuva intensa daquele dia, uma fumaça preta tomou conta do céu. No entanto, era apenas a reativação da usina da cidade que estava paralisada há mais de um ano.
Assim como em Alegrete, em várias cidades do Rio Grande do Sul, termelétricas paradas voltam a funcionar. Em Canoas, desde outubro a usina de Sepé Tiaraju está em funcionamento. Em Uruguaiana, a reativação ocorre neste mês, depois de um intervalo de mais de quatro anos. Se a situação dos reservatórios continuar a se deteriorar, é possível até que Porto Alegre tenha uma térmica reativada: a Nutepa, na entrada da Capital e quase em frente à Arena do Grêmio, já foi testada e pode ser acionada caso haja necessidade.
Duas semanas depois de voltar a operar, a usina em Alegrete habita o imaginário dos produtores que reclamam constantemente de quedas no fornecimento de energia. Com caldeiras movidas a óleo combustível, a termelétrica retomou as atividades após despacho pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No momento, a usina gera 50 megawatts, segundo Renato Barbosa, gerente regional de termelétricas do Estado da Tractebel Energia.
Térmicas no RS
Capacidade instalada das usinas e sua situação:
Em operação
Alegrete: 66MW
Charqueadas: 72 MW
Candiota: 796 MW
São Jerônimo: 20 MW
Sepé Tiaraju (Canoas): 161 MW
Será reativada
Uruguaiana: 639 MW
Pode ser reativada
Nutepa (Capital): 24 MW








