Com uma queda de US$ 2 bilhões nas vendas ao Exterior em 2012, o Rio Grande do Sul caiu da quarta para a quinta posição no ranking dos maiores maiores Estados exportadores do país.
As vendas gaúchas para mercados de outros países somaram US$ 17,4 bilhões no último a no de acordo com Fundação de Economia e Estatística (FEE). Uma redução de 11,1%em relação a 2011. Essa foi a menor participação do Rio Grande do Sul nas exportações brasileiras desde o início do acompanhamento em 1997.
Segundo o levantamento, há quatro motivos para a mau resultado de 2011. O primeiro, e principal fator, foi a estiagem. A seca que afetou o Estado em 2012 prejudicou a safra de soja, principal produto gaúcho na pauta de exportações. Com isso, O Estado deixou de vender US$ 1,1 bilhão.
Em segundo lugar, aparece o protecionismo argentino. Os hermanos ampliaram as licenças não-automáticas, o que afetou todos os produtos. A queda nas compras pelo país país vizinho de couros e calçados, máquinas e equipamentos gerou uma redução US$ 436 milhões no resultado final, cerca de 22% a menos do que em 2011.
O terceiro responsável, segundo a FEE, foi o embargo econômico russo à carne brasileira. O fato influenciou na exportação gaúcha de carne suína principalmente. Em 2011, o Rio Grande do Sul exportou US$ 19,4 bilhões e em 2012 o montante caiu para US$ 17,3 bilhões. Por último, a FEE destaca a queda da demanda devido à crise financeira internacional.
Na indústria, o fumo foi o produto que teve o maior crescimento em valores nas exportações gaúchas em 2012. Ao todo, foram vendidos US$ 2,2 bilhões, tendo como principais destinos os Estados Unidos (US$ 193 milhões) e China (US$ 476 milhões). Mesmo com uma queda de 15,4% (US$ 520 milhões) em relação a 2011, a China é o principal destino das exportações gaúchas. O maior motivo da redução foi a diminuição da produção de soja, que os chineses buscaram em outros Estados.
Conforme o relatório da FEE, os países que mais aumentaram suas compras a partir do Rio Grande do Sul em 2012 foram os Emirados Árabes Unidos, com US$ 136 milhões (aumento de 67,0%), a Ucrânia, com US$ 131,4 milhões (alta de 136,4%) e Coreia do Sul, com US$ 110,6 milhões (elevação de 57,5%).








