Polêmica08/01/2013 | 14h38

Ida de Mantega ao Congresso é desnecessária, diz Marco Maia

Parlamentar defende a medida fiscal adotada pelo governo de usar o Fundo Soberano do Brasil

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Ida de Mantega ao Congresso é desnecessária, diz Marco Maia Antonio Cruz/ABR
Medidas do Ministro da Fazenda para reforçar o superávit primário causaram polêmicas Foto: Antonio Cruz / ABR

A ida o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Congresso durante o recesso parlamentar com o objetivo de dar explicações sobre o uso do Fundo Soberano do Brasil (FSB) para reforçar o superávit primário foi descartada pelo presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS). O parlamentar defendeu a medida fiscal do governo e disse que a convocação do ministro é uma tentativa de criar uma falsa polêmica.

Partidos de oposição criticaram o resgate R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano para reforçar o caixa do Tesouro Nacional a fim de ajudar o governo a cumprir a meta de superávit primário de 2012 e querem que Mantega preste esclarecimentos à Comissão Representativa, que funciona nos períodos de recesso parlamentar.

— Neste momento é desnecessário, não temos uma situação urgente ou premente que exija que o ministro venha, inclusive, antes do final do recesso. Acho que não interessa a nenhum brasileiro, esteja ele na situação ou na oposição, se criar uma falsa polêmica sobre um tema que só vai atrapalhar o Brasil — disse Marco Maia.

O presidente da Câmara disse que na volta dos trabalhos legislativos o ministro poderá comparecer ao Congresso para falar sobre temas importantes.

— Não há nenhuma irregularidade, nada que leve a um debate, a uma discussão mais acalorada por parte do Congresso. Depois que acabar o recesso e o Congresso retomar suas atividades, acho normal os ministros virem ao Congresso prestar esclarecimentos. Não vejo problema nisso, faz parte da democracia e está previsto na Constituição — lembrou.

Para Marco Maia, o país agora precisa estar unido para superar as dificuldades provocadas pela crise internacional.

— O que precisamos é estar todos juntos, defendendo as medidas tomadas pelo governo, de forma acertada, e apostar que vamos ter um ano de crescimento econômico, de distribuição de renda, de aumento do número de postos de trabalho, porque é o que interessa a todo mundo.

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