Transformar o Rio Grande do Sul em um dos grandes produtores de etanol do país. Essa é a proposta do protocolo de intenções assinado na manhã desta quinta-feira entre o governo do Estado a empresa gaúcha Vinema. O projeto prevê a implantação de seis novas biorrefinarias no Estado para produção de etanol utilizando arroz. O investimento pode chegar a R$ 720 milhões. As fábricas serão instaladas em Cristal, Cachoeira do Sul, Capão do Leão, Dom Pedrito, Itaqui e Santo Antônio da Patrulha.
A assinatura do protocolo de intenções, no entanto, não garante que a proposta irá sair do papel. A execução do projeto depende da aprovação do Governo do Estado já que a proposta prevê o investimento de instituições financeiras públicas. A definição da quantia pública investida deve ocorrer em fevereiro.
De acordo com a proposta, as biorrefinarias serão construídas gradativamente e a previsão é que até 2020 todas estejam em funcionamento. A biorrefinaria de Cristal, a primeira a ser instalada, devem começar ainda no primeiro semestres deste ano e deve ficar pronta até o final de 2014.
Segundo o sócio-proprietário da Vinema, Vilson Neumann Machado, a implantação vai dar um salto na produção de etanol, já que atualmente o Rio Grande do Sul produz apenas 2% de todo o álcool que consome.
—A capacidade de produção anual total das unidades será de aproximadamente 600 mil m³, 475 mil toneladas de CO² e 21 mil toneladas de óleo fúsel a partir de cereais e geração de energia elétrica a partir da casca de arroz— afirmou Machado.
Em oito anos, com a construção das seis biorrefinarias, a estimativa é que 20% de toda a produção de arroz no Estado seja para a produção de etanol. Não há por enquanto previsão para aumento de área plantada.
— Além de dar um destino para o arroz excedente, o investimento vai servir como um regulador de preços — disse o Presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Caiaffo da Rocha.
>







