Efeito hermano04/01/2013 | 11h44

Desaceleração econômica na Argentina reduz exportações brasileiras em 20%

Setores mais afetados são os de autopeças, máquinas agrícolas e eletrônicos

Enviar para um amigo

A desaceleração da economia na Argentina fez as exportações brasileiras ao país caírem 20,7% em 2012, segundo consultorias econômicas de Buenos Aires. Entre os setores mais afetados estão os de autopeças, máquinas agrícolas e eletrônicos.

Em 2012, quando a economia argentina cresceu menos de 2%, Buenos Aires importou US$ 18 bilhões em mercadorias do Brasil. O ano anterior, o montante havia sido de US$ 22,7 bilhões, segundo o economista argentino Maurício Claverí, da consultoria Abeceb.

– A partir de abril de 2012 passou a ocorrer uma demanda menor argentina. Desde então, surgiu uma mistura de efeitos no fluxo do comércio do Brasil para a Argentina, que incluiu esta menor demanda, provocada pelo menor crescimento do país, e os reflexos das barreiras comerciais (impostas pelo governo argentino) – disse Claveri.

No mesmo período, o Brasil importou US$ 16,4 bilhões em produtos argentinos – uma diminuição de 2,7% em relação ao ano anterior. A queda na importação de produtos brasileiros fez o déficit comercial da Argentina com o Brasil cair em 2012 para US$ 1,5 bilhão – o que significa uma redução de 73%.

O comércio entre os dois países caiu de US$ 39,6 bilhões em 2011 para US$ 34,4 bilhões no ano passado. Para o economista Matías Carugati, da consultoria Management & Fit, maior crescimento argentino sempre resultou em maior importação.

– O menor crescimento argentino significa consequências negativas para a economia brasileira – explica.

Carugati ressaltou que a Argentina é o terceiro sócio comercial do Brasil - depois da China e dos Estados Unidos.

O economista disse que as barreiras comerciais aplicadas pelo governo da presidenta Cristina Kirchner afetaram "mais o Brasil do que outros países" e contribuíram para reduzir as exportações brasileiras para o mercado vizinho.

Claverí e Carugati disseram que o Brasil acumula três meses de déficit na balança comercial com a Argentina, mas esse quadro pode começar a mudar a partir de março ou abril deste ano.

– A expectativa é que o crescimento econômico argentino fique entre 3% e 5% em 2013. Com isso, as importações devem aumentar, mas o efeito positivo nas importações de produtos brasileiros dependerá de se a Argentina continuará discriminando ou não o país vizinho com as barreiras comerciais – diz Carugati

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga perfis de Economia no Twitter

Imprimir
clicRBS
Nova busca - outros