Mal da vaca louca02/01/2013 | 20h49

Brasil pode ir à OMC contra embargo à carne

Ministra interina diz que não há justificativa para barreiras

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A ministra interina do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, disse nesta quarta-feira que o Brasil pode recorrer à Organização Mundial de Comércio (OMC) contra os países que anunciaram embargo à carne brasileira em razão da suspeita de contaminação pela encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca. Segundo Tatiana, na avaliação do governo não há justificativa para as barreiras aos produtos brasileiros.

A possibilidade de ir à OMC já havia sido levantada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ênio Marques Pereira. No último mês, o secretário disse que o governo dará prazo até março de 2013 para que os países que suspenderam as compras da carne brasileira retirem o embargo. Desde que os primeiros países anunciaram o embargo, o Brasil tem feito esforço para tentar reverter a suspensão, prestando esclarecimentos sobre a doença.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o caso confirmado no Paraná de um animal que morreu em 2010 é uma ocorrência não clássica da doença. De acordo com o órgão, apesar da presença do agente causador da EEB, não houve manifestação da doença da vaca louca. As informações oficiais do ministério são de que, até o momento, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Japão, África do Sul, Taiwan, Jordânia e Chile adotaram o embargo. A Jordânia suspendeu as compras apenas do Paraná, e o Chile somente de farinha de carne e ossos do rebanho bovino brasileiro.

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