Grande aposta da temporada de verão, com projeção de safra recorde de 12,19 milhões de toneladas, a soja exige um controle eficaz de pragas e doenças para chegar à colheita com bons resultados. Em Chapada, na região norte do Estado, o produtor Carlos Eduardo Scheibe aposta na rotação de culturas e no plantio direto para evitar problemas.
Dos 550 hectares da propriedade, 370 hectares foram destinados à soja, e outros 180 hectares ao milho. A cada ano, Scheibe troca a posição das lavouras e aproveita a palha do milho para manter o solo úmido.
– O plantio do milho me ajuda a fazer uma limpeza adicional nas áreas em que plantarei soja. Com isso, economizo na compra de defensivos – afirma.
Mesmo assim, Scheibe não deixa de fazer aplicações preventivas de fungicidas durante o período de crescimento da planta. O produtor recomenda ainda o monitoramento diário das lavouras nas fases de crescimento e de enchimento de grãos, além da organização de um calendário para fazer o uso do defensivo. O ideal, conforme Scheibe, é um período de 20 dias entre cada aplicação.
– Temos de adotar procedimentos preventivos e observar quase que diariamente a lavoura, entrar na plantação e ver bem se não existem lagartas e outras doenças nas folhas – afirma Scheibe.
Segundo o gestor técnico da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio), Dirceu Gassen, o clima favorável também é propício ao aparecimento de pragas e de plantas daninhas, o que exige cuidado redobrado nas lavouras. Entre as práticas recomendadas pelo especialista estão o uso de sementes de qualidade, um bom plantio – com posicionamento da semente na mesma profundidade e cobertura de maneira uniforme – e a nutrição equilibrada das plantas.
– No período de floração e de formação, em janeiro, o agricultor deve estar atento à ocorrência de pragas e doenças e tomar decisões de forma racional, com base no conhecimento do que pode causar danos, fazendo a aplicação de produtos registrados, como fungicidas e inseticidas, nas doses eficientes para cada espécie – salienta.
No entanto, de acordo com Gassen, a fase de enchimento de grãos, no mês de fevereiro, é a mais crítica e define a produção da lavoura. O gestor técnico lembra que é preciso umidade no solo para a plantação crescer sem enfrentar problemas:
– Os agricultores que planejam fazer a rotação de culturas terão vantagens com a armazenagem de água da chuva. Um solo com boa cobertura de palha e raízes durante o outono e o inverno é o que resulta em uma armazenagem mais eficiente para a soja no verão.













