Em alta11/12/2012 | 11h27

Taxas de juros do crédito sobem em novembro

Essa alta interrompe sequência de quatro reduções consecutivas, sendo que neste ano foram registradas oito quedas

Enviar para um amigo

As taxas de juros nas operações de crédito tiveram alta em novembro ante outubro, tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica, aponta a Pesquisa Mensal de Juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Essa alta interrompe sequência de quatro reduções consecutivas, sendo que neste ano foram registradas oito quedas.

A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou elevação de 0,13 ponto porcentual em novembro, o que corresponde a uma alta de 2,36% no mês, passando de 5,50% mensal - 90,12% ao ano - em outubro, para 5,63% ao mês - 92,95% ao ano - em novembro.

De acordo com a pesquisa, das seis linhas de crédito pesquisadas, apenas o cartão de crédito rotativo manteve inalterada a sua taxa de juros, em 9,37% ao mês - 192,94% ao ano. Os outros cinco indicadores tiveram alta: juros do comércio, elevação de 4,88%, passando de 4,10% para 4,30% mensais; cheque especial, alta de 2,19%, de 7,75% para 7,92%; CDC - financiamento de automóveis, alta de 10,07%, de 1,49% para 1,64%; empréstimo pessoal de bancos, elevação de 3,97%, de 3,02% para 3,14%; e empréstimo pessoal de financeiras, alta de 2,49%, de 7,24% para 7,42%.

Já os empréstimos para pessoa jurídica tiveram alta nas três linhas de crédito pesquisadas pela Anefac, com uma elevação de 0,12 ponto porcentual no mês, o que corresponde a uma elevação de 3,79% no período, passando de 3,17% ao mês - 45,43% ao ano - em outubro para 3,29% ao mês - 47,47% ao ano - em novembro.

Dos três indicadores analisados, o capital de giro teve uma elevação de 4,55% em novembro, passando 1,54% para 1,61%; o desconto de duplicata teve elevação de 7,17%, de 2,23% para 2,39% e a conta garantida aumentou 2,44%, de 5,73% para 5,87%.

De acordo com o coordenador de Estudos Econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, não há explicação para esse aumento. "A taxa básica de juros (Selic) e a inadimplência se mantiveram inalteradas neste período", avaliou. "Nossa expectativa era de que as taxas de juros das operações de crédito fossem reduzidas no mês de novembro, mesmo com a manutenção da Selic por conta da maior competição das instituições financeiras após os bancos públicos reduzirem suas taxas de juros", emendou.

A expectativa de Oliveira é que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses devido à melhora da economia e maior competição no sistema financeiro após os bancos públicos promoverem reduções nas taxas de juros. "A tendência é de redução dos índices de inadimplência nos próximos meses", finalizou.

Menos crédito em novembro

O número de brasileiros que buscaram crédito caiu 7,6% em novembro ante outubro, sem ajuste sazonal, informou a Serasa Experian, nesta terça-feira. Já na comparação com novembro de 2011, houve avanço de 5,3%. De janeiro a novembro de 2012, o Indicador da Demanda do Consumidor por Crédito recuou 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com nota distribuída pela empresa, o comportamento da demanda do consumidor por crédito em novembro foi impactado de modo negativo pelo número de feriados: foram três, sendo dois prolongados. Ao se fazer o ajuste por dias úteis, por exemplo, houve alta de 1,7% na demanda do consumidor por crédito em novembro ante outubro.

"Tais resultados indicam que, afora impactos pontuais de efeitos-calendários adversos, a demanda do consumidor por crédito está em claro processo de recuperação", observaram na nota os economistas da empresa.

A queda mais expressiva da demanda do consumidor por crédito ocorreu no Sudeste, onde houve baixa de 14,8% em novembro ante outubro. As três principais capitais da região - São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte - comemoraram o feriado da Consciência Negra em 20 de novembro. Além disso, o mês teve os feriados prolongados de Finados e Proclamação da República. Outra região que apresentou recuo foi o Nordeste (-1,7%).

Nas demais regiões houve alta na busca do consumidor por crédito em novembro em relação a outubro. No Sul, o avanço foi de 3,1%, no Centro-Oeste foi de 3% e no Norte, de 0,8%. Todas as camadas de renda pessoal mensal tiveram queda na demanda por crédito no mês passado. A baixa mais expressiva, de 9,6%, ocorreu entre quem ganha de R$ 1 mil a R$ 2 mil.

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga perfis de Economia no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros