Em reunião com jornalistas nesta sexta-feira, o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, assegurou que a ampliação da unidade de Guaíba em mais de três vezes não representará impacto ambiental a população de Guaíba e e Porto Alegre.
Segundo Nunes, a tecnologia empregada nas novas unidades é a melhor do mundo, mais avançada e exigente do que a que existe na Alemanha, Finlândia e até nos Estados Unidos.
— Se fôssemos aplicar nossos parâmetros ambientais nos Estados Unidos, mais de uma centena de fábricas seriam fechadas — disse.
Para exemplificar o cuidado para que o projeto não tenha impacto ambiental, Nunes citou o sistema de proteção a quedas de energia. Foi exigido dos fornecedores de no breakes que os equipamentos operassem com intervalos inferiores a 15 segundos, como é aceito em países como Alemanha e Finlândia. O risco, nesse curto período, é de ocorrer escape de gases que provocam maus odores.
— Foi difícil convencê-los, porque eles não compreendiam que esses parâmetros não fossem aceitos por pretensiosos da América do Sul. Mesmo produzindo mais, seremos melhores — garantiu.
Conforme Nunes, a unidade de Guaíba evoluiu com o aprendizado da Borregaard, que na década de 70 chegou a sofrer intervenção pública em decorrência do mau cheiro que exalava.
— Hoje a tecnologia ambiental é amplamente dominada. Os gases são captados, tratados e incinerados — afirmou o executivo.
Nessa quinta-feira, a Celulose Riograndense anunciou a aprovação do conselho de administração do grupo chileno CMPC para ampliar em mais de três vezes a capacidade de produção da unidade de Guaíba. A confirmação do investimento de R$ 5 bilhões abre a temporada de disputa entre os fabricantes de máquinas, equipamentos e peças pelos valiosos contratos de fornecimento.









