O plano conjunto traçado pelas distribuidoras gaúchas de energia elétrica para compartilharem equipes em casos de falta de luz por temporais não tem se mostrado eficaz. A mobilização se deu em maio de 2010, após temporais no verão anterior terem deixado milhares de gaúchos sem energia durante dias.
Na época, Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), AES Sul e Rio Grande Energia (RGE) fizeram um acordo informal para ceder equipes e equipamentos nos episódios envolvendo desastres naturais. A intenção de acelerar a normalização do abastecimento ao menos em áreas vizinhas de concessão, no entanto, não tem se concretizado de maneira frequente.
– Conseguimos ceder ou receber equipes apenas quando uma das concessionárias não é atingida, o que é difícil de acontecer – explica o diretor de distribuição do Grupo CEEE, Rubem Cima.
No temporal do último dia 10, por exemplo, todas as áreas de concessão das distribuidoras foram atingidas, impossibilitando o empréstimo de equipes entre as empresas, informa a assessoria de imprensa da AES Sul. Isso ocorre porque, em casos de emergência, o número de equipes não é suficiente para dar conta da demanda, explica Cima, sendo necessária a contratação de caminhões e eletricistas terceirizados. O que também nem sempre é possível, pela dificuldade em encontrar mão de obra.
A situação é admitida pela AES Sul. "Nem sempre contratações (de empresas de manutenção) são possíveis, diante da dificuldade atual de mão de obra", informa a assessoria de imprensa da companhia.
Para acelerar o atendimento aos consumidores, a CEEE está implantando um sistema de rastreamento, para que as equipes se desloquem até os locais mais próximos das ocorrências.
A estrutura do atendimento de campo das companhias:
CEEE: 323 equipes de caminhões e caminhonetes, entre próprias e contratadas
AES Sul: 420 equipes de caminhões e caminhonetes, entre próprias e contratadas
RGE: 424 equipes de manutenção entre leves, pesadas e comerciais









