O presidente dos EUA, Barack Obama, encurtou suas férias de Natal para retornar nesta quarta-feira a Washington e reiniciar as negociações fiscais, informou a Casa Branca. O presidente encontrava-se junto a sua família no Havaí e deve retomar as negociações na quinta-feira. Apesar de semanas de negociações, Obama não alcançou um acordo com os republicanos para evitar o temido abismo fiscal, que levará, a partir de 1º de janeiro, a uma alta generalizada de impostos e a cortes automáticos nos gastos públicos, sobretudo na área social. Alguns economistas temem a queda da maior economia mundial em recessão.
No dia 1º de janeiro também expiram as reduções de impostos para todos os contribuintes, herdadas da presidência de George W. Bush e que os republicanos pretendem renovar. No entanto, Obama deseja excluir destas reduções os americanos com receitas superiores a US$ 400 mil por ano, depois de ter abandonado durante as negociações sua base de US$ 250 mil.
Segundo o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, o governo atingirá o limite da dívida em 31 de dezembro, mas estão sendo tomadas medidas extraordinárias para, "temporariamente, adiar a data na qual os Estados Unidos não poderão mais cumprir com suas obrigações legais". Geithner advertiu que não sabe quanto tempo poderá oferecer uma saída à Casa Branca e aos legisladores americanos caso estes não cheguem logo a um acordo sobre um compromisso orçamentário para evitar que a economia mergulhe no "abismo fiscal".
Conforme o secretário, entre as medidas extraordinárias estão a suspensão da emissão de alguns títulos estaduais e municipais, o que, sob circunstâncias normais, deve gerar um prazo maior de cerca de dois meses. A partir do meio-dia (15h em Brasília) de sábado, os Estados Unidos vão "começar a tomar certas medidas extraordinárias autorizadas por lei para temporariamente adiar o default.







