Nem os estádios, nem as obras de mobilidade urbana, nem a preparação das pessoas. Nada preocupa mais na Copa do Mundo do que o primeiro e mais básico ato dos torcedores: chegar às cidades-sede da Copa. Brasil afora, as obras nos aeroportos estão atrasadas, mas Porto Alegre está se superando. Estudada pela primeira vez há duas décadas, a ampliação da pista do Salgado Filho não tem jeito de sair do papel. A omissão de um governo após o outro fez com que só neste ano se descobrisse que o solo comprometido exigirá um investimento bem maior.
Esqueça-se da promessa da Infraero de entregar a pista ampliada antes da Copa. A empresa vai partir para o plano B: instalar o equipamento ILS-2 que permite pousar com visibilidade menor na pista mais curta, para depois adaptá-lo à definitiva, o que vinha evitando por significar retrabalho e mais custos. Com o ILS-2, os aviões dos turistas chegarão. Difícil, agora, é confiar em mais essa promessa, depois de tantas mudanças.












