O nível de desemprego se manteve estável em 7% na Região Metropolitana de Porto Alegre em novembro. As informações foram captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA). A pesquisa mostra também a elevação do nível ocupacional e estabilidade da taxa de desemprego. O rendimento médio real do total de ocupados referente ao mês de outubro de 2012 apresentou crescimento. Para o grupo dos assalariados, ocorreu variação positiva, ao passo que, para os autônomos, a variação foi negativa.
Conforme os dados da PED-RMPA, a taxa de desemprego total apresentou estabilidade em novembro, mantendo-se em 7,0% da População economicamente Ativa (PEA). A taxa de desemprego aberto manteve-se praticamente estável, passando de 6,2% para 6,1% da PEA.
O número total de desempregados em novembro foi estimado em 133 mil pessoas, apenas 1 mil a mais do que no mês anterior. Esse resultado ocorreu pelo acréscimo de 12 mil pessoas no contingente de ocupados, concomitantemente ao aumento de 13 mil indivíduos na força de trabalho. A taxa de participação, no período, passou de 56,2% para 56,5%.
Em novembro, o nível ocupacional na RMPA apresentou elevação de 0,7%. O total de ocupados foi estimado em 1.762 mil indivíduos, 12 mil pessoas a mais do que no mês anterior. Com referência aos setores de atividade econômica analisados, constatou-se elevação do nível ocupacional na construção (9,6%), com o acréscimo de 11 mil ocupados, e na indústria de transformação (1,7%), com elevação de 5 mil. No comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas observou-se relativa estabilidade (0,3%), com mais 1 mil ocupados. Em sentido contrário, nos serviços ocorreu variação negativa no nível ocupacional (-0,5%), com menos 5 mil ocupados.
Segundo a posição na ocupação, houve acréscimo no emprego assalariado (1,2%; elevação de 15 mil empregos). No âmbito do setor privado, houve crescimento (1,7%; 17 mil pessoas) exclusivamente no assalariamento com carteira assinada (2,1%; mais 19 mil empregos), uma vez que, entre os assalariados sem carteira assinada, ocorreu redução no número de ocupados (-1,5%; menos 2 mil). O setor público igualmente apresentou diminuição do emprego (-0,9%; menos 2 mil ocupados). Também entre os autônomos observou-se redução no contingente de ocupados (-0,8%; menos 2 mil pessoas).
Em outubro, o rendimento médio real do total de ocupados apresentou acréscimo de 1,3%, enquanto, para os assalariados, ocorreu variação positiva de 0,5%. Destaca-se ainda que houve variação negativa do rendimento médio para os trabalhadores autônomos (-0,3%), após quatro meses de aumentos sucessivos. Em termos monetários, esses rendimentos passaram a corresponder a R$ 1.558, R$ 1.515 e a R$ 1.454 respectivamente.








