Preocupação descartada07/12/2012 | 10h50

Morte de animal no Paraná em 2010 não foi causada pela doença da vaca louca, diz ministério

Em comunicado, órgão do governo reforçou que país tem "risco insignificante" com relação ao mal

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O Ministério da Agricultura descartou, nesta sexta-feira, que a morte de um animal no Paraná em 2010 tenha sido causada pela doença da vaca louca (ou encefalopatia espongiforme bovina, a EEB).

De acordo com comunicado divulgado nesta manhã, o Brasil não possui EEB e corre "risco insignificante" com relação à doença.  

Conforme a nota do Ministério, os exames mostraram que o animal possuía o agente causador da EEB, porém, não manifestou a doença e nem morreu por esta causa. O governo aguardava o resultado de testes realizados no Reino Unido com amostras do animal para confirmar se de fato ocorreu a doença, inédita no Brasil.

Caso fosse confirmada a doença, o Brasil, que é um dos maiores exportadores de carne bovina, poderia sofrer restrições de outros países. Em 2005, o país registrou a ocorrência de febre aftosa em rebanhos bovinos do Mato Grosso do Sul e a exportação de carne foi afetada.

Entenda a doença da vaca louca

A encefalite espongiforme bovina, nome científico do mal da vaca louca, foi identificada pela primeira vez no Reino Unido, em 1985. A doença provoca a degeneração do sistema nervoso central.

O mal se caracteriza pela aparição de sintomas de nervosismo nos bovinos, que os leva invariavelmente à morte num período que pode variar de um a seis meses. A doença também pode atingir humanos, causando e demência e morte.

Confira a íntegra da nota do Ministério da Agricultura:

Em relação às matérias veiculadas em alguns veículos de comunicação, no dia de hoje, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento esclarece que:

Com relação à morte de uma fêmea bovina ocorrida no estado do Paraná, em 2010:

1)  Trata-se de um caso antigo, de 2010, ocorrido no Paraná;

2)    O que foi detectado é que o animal possuía o agente causador da EEB, porém, não manifestou a doença e nem morreu por esta causa;

3)    O episódio não reflete risco algum à saúde pública ou à sanidade animal, considerando o que o animal não morreu em função da referida doença;

4)    A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), em comunicação oficial mantém a classificação do Brasil como país de risco insignificante para EEB;

5)    O Brasil não tem EEB.

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