Segredo estratégico. A Eletrosul vem forte para o leilão de energia, marcado para sexta-feira. Mas não antecipa o total de projetos que disputará no leilão de energia eólica para implantar no Rio Grande do Sul. Nem tampouco dá dicas de parceiros envolvidos. Um segredo não há, porém: ambição da estatal de ocupar a posição de maior player de geração eólica no Sul. Até pelo potencial para este tipo de energia no limite com o Uruguai, onde há ventos muito bons, comparáveis aos do Nordeste.
Com entrega marcada para 2017, só em eólicas disputam no país 484 projetos, com capacidade de 11,8 mil megawatts (MW). No leilão, os projetos habilitados para o Estado ocupam a segunda posição no ranking nacional, só atrás da Bahia.
Hoje, a Eletrosul tem projetos de investimentos de R$ 1,85 bilhão no Estado, ligados à energia dos ventos. O maior, estimado em R$ 1 bilhão, é em Santa Vitória do Palmar, onde já é feita a preparação da área para receber os 129 aerogeradores que garantirão mais 258 MW ao sistema. Em andamento, a segunda fase do Complexo Eólico Livramento, projeto de R$ 286 milhões para gerar 78 MW de energia. Em 2013, deve começar a obra de 72 aerogeradores com 144 MW de capacidade, avaliada em R$ 568 milhões, em Chuí. Agora, é esperada a liberação de “entraves burocráticos” para tocar o parque.













