Temor19/12/2012 | 17h01

Industriais alertam para maior risco de desabastecimento de energia elétrica

Para evitar que a redução dos reservatórios atinja níveis críticos de risco praticamente todas as termelétricas disponíveis já estão em operação

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Um alerta da diretoria da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) aumentou a voltagem dos temores que cercam o abastecimento de energia elétrica no país. Conforme a entidade, neste momento há apenas 29% de água retida nos reservatórios das usinas hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o que representaria risco de interrupções no fornecimento neste fim de ano e no início de 2013. A situação lembra o período anterior ao racionamento determinado pelo governo Fernando Henrique em 2001. Em diversas ocasiões, a atual presidente, Dilma Rousseff, assegurou que o país não voltaria a enfrentar esse tipo de problema.

Conforme a Firjan, para evitar que a redução dos reservatórios atinja níveis críticos de risco praticamente todas as termelétricas disponíveis já estão em operação, não havendo mais, portanto, margem para aumento significativo da geração térmica. A entidade lembra, ainda, que a logística de abastecimento dessas usinas, em especial as abastecidas a óleo combustível e a diesel, não é simples e tem enfrentado dificuldades. Soma-se a isso a previsão de chuvas para o futuro próximo estar abaixo da média histórica, o que poderá levar à continuidade de redução da capacidade dos reservatórios.

Diante desse quadro, destacou a entidade, o risco de ocorrência de eventos de desabastecimento temporário de energia para o fim do ano e início de 2013 aumentou substancialmente, alcançando níveis preocupantes. Diante desses quadro, a Firjan solicitou ao Ministério de Minas e Energia esclarecimentos e apresentação de medidas que possam garantir o fornecimento adequado desses insumos energéticos, essenciais para a atividade industrial e para todo o país. Nessa terça-feira, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou que o Brasil precisa aprender a conviver com risco mais alto no abastecimento de energia.

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