Em queda20/12/2012 | 09h36

Fraco resultado da economia no terceiro trimestre faz Banco Central reduzir para 1% previsão de alta do PIB em 2012

Mau desempenho da indústria foi o maior responsável por baixar estimativa anterior, que apontava crescimento de 1,6% no ano

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O Banco Central (BC) revisou para baixo sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, de 1,6% para 1%. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela autoridade monetária por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). De acordo com o BC, a nova estimativa incorpora os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para os três primeiros trimestres deste ano e as estatísticas disponíveis sobre o terceiro trimestre do ano.

A expectativa para o crescimento da produção industrial contribuiu para a piora da estimativa para o PIB geral, já que o setor deve registrar queda de 0,5% neste ano, ante previsão anterior de recuo de 0,1%. Dentro desse item, vale destacar construção civil, que deverá crescer 1,9%, ante expectativa anterior de expansão de 2,5%, e a indústria extrativa, que deve cair 0,5% de uma projeção de alta anterior de 0,8%.

O BC reduziu também sua previsão para o crescimento do setor de serviços neste ano de 2,2% no relatório anterior para 1,6%, no documento divulgado nesta quinta-feira. Nessa área, as principais revisões foram para as atividades de intermediação financeira (queda de 2,1 pontos porcentuais entre um relatório e outro), comércio (-0,8) e transportes (-0,8).

Apesar de ter melhorado a projeção para o setor agrícola em relação a setembro, o BC projeta um recuo de 1% em 2012 para este ramo de atividade – a estimativa anterior era de queda de 1,4%. A melhora, conforme a autoridade monetária, está associada, principalmente, ao desempenho das culturas de café e milho no terceiro trimestre.

A variação anual das exportações foi revista em -0,6 ponto percentual para 0,3%, enquanto a expansão das importações foi revisada de 2,7% para 0,3%. Segundo o BC, a mudança é reflexo da moderação da demanda doméstica e do impacto, maior do que o inicialmente avaliado, da mudança na forma da contabilização das importações de petróleo. A contribuição da demanda interna para a expansão do PIB neste ano foi estimada pelo BC em um ponto porcentual, enquanto a do setor deverá ser nula.

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