Cerca de 600 funcionários que trabalhavam na obra de ampliação da termelétrica Sepé Tiaraju, em Canoas, foram dispensados na segunda-feira pela empresa GDK, responsável pela obra que fica dentro do complexo da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Os trabalhadores alegam que a empresa descumpriu acordo coletivo firmado em setembro após greve e que estão há dois meses sem receber salários.
Conforme com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre, Gelson Santana, a entidade enviou carta ao Ministério Público do Trabalho pedindo esclarecimentos. Depois da paralisação, ficou definido um reajuste salarial de 2% sobre o salário de 1º de junho, 65% de acréscimo na hora extra, vales rancho e refeição e participação nos lucros, entre outros benefícios, que não foram cumpridos pela GDK, conforme a entidade.
—Nos enviaram um e-mail para definir a homologação das rescisões dos trabalhadores com o objetivo de que recebam o seguro-desemprego e FGTS, mas se isentaram de outros direitos dos trabalhadores — ressalta Santana.
Ontem, cerca de 180 funcionários foram até o local das obras para tentar receber os valores devidos pela empresa, mas foram impedidos de entrar na termelétrica. A cuidadora de idosos Vania Silva dos Santos afirma que o marido e o filho, que foram dispensados pela GDK, estiveram entre os que buscaram o ressarcimento do que não foi pago.
— Meu filho paga aluguel, prestação de carro e ainda está com a mulher grávida de nove meses e não tem dinheiro. Estamos desesperados, não sabemos o que fazer — salienta.
Em comunicado emitido via assessoria de imprensa, a GDK informou que está fazendo todos os esforços para regularizar a situação o mais rápido possível.








