Altas temperaturas no Rio Grande do Sul nos dias que antecederam o Natal impactaram as vendas neste final de ano. Enquanto a procura por ar-condicionado aumentou, até com falta de produto, picos de calor e consumo provocaram corte de energia, prejudicando varejistas da região metropolitana de Porto Alegre.
Com projeção de crescimento de 9,5% no comércio de Natal neste ano, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-RS), considera as vendas desses produtos um indicador de que o resultado ainda pode ser acima do esperado.
– O calor fez com que aumentasse a procura, e houve até falta de produto para pronta entrega – salienta o presidente da entidade, Vitor Koch.
Além do ar-condicionado, o dirigente destaca calçados, acessórios e tablets abaixo de R$ 1 mil como itens que puxaram as vendas deste ano. Projeção menos otimista faz a Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV) que estima crescimento de 7,8%. Segundo o presidente da entidade, Vilson Noer, o pico de vendas ocorreu dos dias 20 a 23, após o pagamento da segunda parcela do 13º salário. No entanto, avalia que a falta de luz na Região Metropolitana, na quinta-feira à tarde e na sexta-feira, prejudicou o comércio. Na Capital, o crescimento nas vendas foi de 6,5%, para expectativa de alta de 9%. O vilão foi a falta de energia.
– Teve loja que ficou dois dias sem funcionar. Por segurança, o lojista é obrigado a fechar as portas – lamentou Gustavo Schifino, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital.
Para a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), as vendas de Natal cresceram 9%. Só na segunda-feira, conforme o presidente da entidade, Antônio Cesa Longo, 3,5 milhões de pessoas fizeram compras para a ceia.
– Devido ao calor, teve gente que voltou para comprar mais bebida e mudar a sobremesa – salienta Longo.













