Crítica21/12/2012 | 17h35

Brasil precisa fortalecer a Anac, avalia Associação Internacional de Transporte Aéreo

Nesta quinta-feira, o governo anunciou que vai leiloar no ano que vem concessões para os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais

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A transferência de mais aeroportos brasileiros para a iniciativa privada é um passo positivo, mas o governo precisa fortalecer a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para garantir que não haja um salto nas tarifas aeroportuárias, disse nesta sexta-feira Carlos Ebner, diretor da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) no país.

Nesta quinta-feira, o governo anunciou que vai leiloar no ano que vem concessões para os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais, expandindo os esforços de privatização do setor após a concessão dos três maiores aeroportos brasileiros, durante leilão realizado em fevereiro.

Embora tenha fornecido poucos detalhes sobre o leilão, o governo disse que fará duas alterações em relação à primeira rodada: operadores internacionais de aeroportos que integrem consórcios participantes do leilão terão de assumir uma participação de 25% no projeto, ante 10% na licitação anterior; e os operadores precisarão ter experiência na administração de aeroportos com tráfego anual de pelo menos 35 milhões de passageiros, ante 5 milhões no primeiro leilão.

— Isso mostra que o governo está preocupado em exigir maior qualificação dos operadores — comentou Ebner.

Ebner disse também que gostaria que as empresas aéreas recebessem mais garantias na segunda rodada. A primeira não estabeleceu limites para as tarifas de determinados serviços aeroportuários. Os preços de áreas como as de check-in, administrativas e de armazenamento de combustíveis serão "regulados", mas não terão um teto, e isso pode elevar o custo de companhias aéreas que necessitem de acesso a essas "áreas essenciais", disse Ebner.

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