Vinho com grife20/11/2012 | 21h59

Produtor busca marca da Campanha nos rótulos

Região investirá R$ 3,1 milhões em projeto para obter Indicação Geográfica

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Produtor busca marca da Campanha nos rótulos Alexandre Teixeira/Divulgação
Meta é ter uma base de conhecimento que oriente a criação de indicação de procedência na Campanha Foto: Alexandre Teixeira / Divulgação

Depois de 10 anos da conquista da primeira Indicação Geográfica para os vinhos gaúchos – concedida para a região do Vale dos Vinhedos –, uma nova fronteira de produção no Estado começa o trabalho em busca desse diferencial. Com investimentos de R$ 3,1 milhões para a realização de pesquisas, os vitivinicultores da Campanha esperam obter o reconhecimento até 2015.

O objetivo do projeto, lançado nesta terça-feira em Santana do Livramento, é ter uma base de conhecimento técnico que sirva de orientação para criar uma indicação de procedência na região. Envolvendo sete instituições científicas e tecnológicas, a iniciativa irá contratar pesquisadores, colaboradores técnicos e bolsistas.

– Na Campanha, a atividade é desenvolvida na base da tentativa e erro ou acerto. Toda a parte técnico-científica de produção que não ocorre de forma organizada começa a ser construída – diz José Fernando da Silva Protas, da Embrapa Uva e Vinho.

Com empresas desde a década de 70, a região teve um salto na produção no início dos anos 2000. Em 2011, foram 10 milhões de litros, conforme a Associação Vinhos da Campanha.

– Hoje, já respondemos por 15% da produção de vinhos finos do Brasil – salienta Valter Pötter, proprietário da Guatambu Estância de Vinhos e vice-presidente da associação.

Rogério Valduga, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – região hoje com denominação de origem –, afirma que o número de empresas triplicou, o turismo cresceu, e novos empregos foram criados:

– São pelo menos 1,2 mil pessoas trabalhando em 30 empresas, fora estabelecimentos ligados ao enoturismo.

A Indicação Geográfica (IG) é concedida a produtos pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). As indicações são divididas em duas categorias:

Indicação de Procedência (IP): é uma sinalização, que pode ser concedida por um selo, de que um produto é originário de um país, uma cidade ou uma região com características diferenciadas de produção. Um exemplo é o vinho produzido em Pinto Bandeira.

Denominação de Origem (DO): é o nome geográfico dado a um produto para mostrar que é originário daquele local e que é feito com alto grau de excelência graças a características diferenciadas. É o caso do vinho do Vale dos Vinhedos.

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