Prefeitos de seis municípios da região dos vales do Rio Pardo e Taquari fazem mobilizações nesta quinta-feira para pressionar o governo federal a sancionar o projeto de lei que prevê a redistribuição dos royalties do petróleo. O protesto também reivindica o repasse de uma parcela extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para socorrer os municípios em situação de crise financeira.
No Vale do Rio Pardo, a prefeitura de Candelária, com a adesão do Colégio Nossa Senhora da Medianeira, paralisou todas as atividades das 8h às 9h na manhã desta terça-feira. Já em Boqueirão do Leão, uma placa com a frase "Sanciona, Dilma" foi fixada na porta da prefeitura e e-mails foram disparados para pedir apoio à causa. Em Sinimbu, também houve uma paralisação simbólica de cinco minutos em frente ao Centro Administrativo do município.
— Defendemos a nova forma de distribuição dos recursos dos royalties do petróleo, que se tornam mais justas, para beneficiar toda a população e não apenas aqueles moradores nos Estados e municípios produtores — justifica o prefeito de Boqueirão do Leão, João Davi Goergen.
Na região do Vale do Taquari, os prefeitos de Anta Gorda e Ilópolis decretaram realização somente expediente interno durante o dia. Em Tabaí, a prefeitura definiu ponto facultativo para os servidores públicos nesta terça.
A mobilização é encabeçada pela Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e tem a chancela da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat). Nesta quarta-feira, 20 prefeituras da região sul do Estado já haviam feito mobilizações.









