O Parlamento grego aprovou nesta quarta-feira um novo pacote de medidas de austeridade, necessárias para que o país evite o calote e receba um novo lote de ajuda de seu grupo de credores — União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE). Mais de 150 deputados conservadores e socialistas da coalizão governamental tripartidária grega votaram pela adoção de medidas que visam reduzir em 18,5 bilhões de euros (US$ 23,6 bilhões) até 2016 os gastos orçamentários do país, apesar dos protestos que reuniram mais cedo mais de 70 mil pessoas próximas ao parlamento.
O projeto de lei plurianual (2013-2016), com apenas um artigo de quase 500 páginas, inclui o aumento da idade de aposentadoria, que passaria de 65 para 67 anos, e o fim dos pagamentos extra dos funcionários públicos. Também está prevista a redução de benefícios sociais, o controle da gestão de empresas públicas, a organização do sistema de saúde e flexibilização na legislação trabalhista.
Os credores da Grécia consideram as medidas e o orçamento estatal para 2013, que será votado domingo, condições "sine qua non" para examinar a liberação de uma parcela do empréstimo concedido à Grécia para evitar a falência. Segundo as previsões do Executivo comunitário, a economia grega alcançará finalmente uma recuperação de 0,6% em 2014, após seis anos de profunda recessão.
Contudo, o país segue sendo palco de fortes manifestações populares, em protesto contras as medidas de austeridade necessárias para o recebimento de um novo lote de ajuda. Na terça-feira, a Grécia iniciou uma greve geral de 48 horas convocada pelos dois principais sindicatos do país para protestar contra o projeto plurianual de austeridade apresentado na segunda-feira no Parlamento. Com isso, os serviços públicos foram suspensos e os transportes paralisados.









