Mãos à obra08/11/2012 | 18h17

Construção de prédios emprega 78,5% dos trabalhadores do setor em Porto Alegre

Ocupação de operários em obras de infraestrutura é menor em relação a outras capitais

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Os novos empreendimentos do setor privado têm empregado mais trabalhadores da construção civil que as obras de infraestrutura.

De acordo com dados do Boletim Trabalho e Construção, publicado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta quinta-feira, 78,5% dos trabalhadores do setor, em Porto Alegre, estiveram ocupados na incorporação de novos edifícios.

Na 7ª edição do boletim, os dados do Sistema Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) foram separados por três indicadores: incorporação de novos edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados da construção. Foram analisadas sete regiões metropolitanas do país.

Em Porto Alegre, 7% dos trabalhadores estão na construção civil. Destes, 16,9% em serviços especializados e 4,6% em obras de infraestrutura.

De acordo com a coordenadora da PED Região Metropolitana de Porto Alegre, Ana Paula Sperotto, a grande representação na incorporação de novos edifícios se deve ao "boom" da construção civil nos últimos anos.

- Em Recife, o percentual de 8,7% foi quase o dobro de Porto Alegre para o setor de infraestrutura, o que reflete mais investimentos no setor. A retomada das obras de infraestrutura aqui deve se dar neste ano, com a proximidade da Copa. - explica.

De acordo com a pesquisa, a grande maioria dos trabalhadores da construção são homens, negros, chefes de família, com idade avançada e menor escolaridade. Homens entre 40 e 59 anos ocupam 40% dos postos no setor da construção no país.

No ano passado, a construção foi o setor com maior concentração de trabalhadores que cursaram até o ensino fundamental incompleto. Em Porto Alegre, 21,8% dos trabalhadores da construção estão nesta categoria. Com ensino superior completo, são 4,5% dos trabalhadores do setor.

O rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 1.505 reais mensais no ano passado, com uma jornada de 43 horas semanais.

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