Mais de 300 manifestantes se reuniram nesta quinta-feira em Madri para protestar contra a visita à capital espanhola da chanceler alemã, Angela Merkel, a quem consideram responsável pelas fortes medidas de rigor impostas à Espanha. Frases como "Uma Europa alemã, não" e "Merkel vá para casa" puderam ser lidas em cartazes agitados pelos manifestantes, alguns mostrando Merkel com suásticas pintadas nas bochechas. Entre assobios, gritaram palavras de ordem surgidas no movimento dos indignados, em maio de 2011, como "Não pagamos pela sua crise" e "Mãos para cima, isso é um assalto".
Reunidos anteriormente em frente à sede do Parlamento europeu, no centro de Madri, os manifestantes se dirigiram uma hora e meia depois à embaixada alemã, protegida por policiais. Mariana Ugarte, de 33 anos, integrante de uma ONG, disse que foi ao protesto "pelas condições que a Europa está nos impondo. São soluções capitalistas a uma crise provocada pelos mercados". Paco Frontinan, de 58 anos, desempregado há quatro meses no setor de telecomunicações, afirmou que foi "protestar pela situação que existe por culpa da Alemanha, nos forçando a uma situação absurda de austeridade, que não faz sentido em um país como a Espanha com um desemprego tão elevado". Esta é a terceira visita diplomática a Madri em menos de duas semanas, depois dos presidentes europeu, Herman Van Rompuy e francês, François Hollande.









