O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (Icei/RS), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) e divulgado nesta quinta-feira, registrou o primeiro sinal de recuperação, após três meses de queda, ao alcançar 55,7 pontos em setembro, valor 3,8 pontos acima do registrado em agosto. O aumento do indicador sugere uma retomada da atividade industrial, sobretudo por ter sido causado não apenas por uma evolução relativa nas condições atuais, mas por uma reavaliação das expectativas futuras.
— A avaliação melhorou com a nova rodada de medidas de incentivos do governo, especialmente, a redução do custo de energia, as desonerações das folhas de pagamento e os anúncios de investimentos em infraestrutura que pretendem diminuir o Custo Brasil e fornecer mais competitividade para o setor produtivo — afirmou o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
Elaborado mensalmente pela Fiergs, o Icei-RS é baseado em questões sobre o momento atual e as expectativas futuras, variando numa escala de 0 a 100 pontos. Quanto mais os valores estiverem acima de 50 significa maior confiança e quanto mais abaixo, pessimismo. A amostra contou com 164 indústrias, sendo 35 pequenas, 61 médias e 68 grandes.
O indicador das Condições Atuais, que compõe o Icei-RS, subiu de 43,8, em agosto, para 48,5 pontos, em setembro. Embora ainda não tenha alcançado a região que denota melhora (acima de 50 pontos), a expansão indicou uma redução na proporção de empresários gaúchos que percebe piora da economia brasileira (de 50% para 31,1%) e da empresa (31,4% para 21,5%).
Para os próximos seis meses, o Indicador de Expectativas respondeu pela maior parte do crescimento da confiança em setembro. Após três meses seguidos de recuo, registrou avanço de 3,3 pontos na comparação com agosto, atingindo 59,2 pontos. Dessa forma, retratou empresários mais otimistas, ainda que de forma moderada, com relação à evolução futura da economia e das suas empresas. A parcela de empresas que está confiante com relação à economia brasileira aumentou de 25,9%, em agosto, para 35,4%, em setembro, enquanto a proporção das que está pessimista diminuiu de 20,4% para 12,8%.












